Tem coisas que acontecem e que marcam. Ficam guardadas dentro da memória como cocô de cachorro na sola do tênis. Às vezes, são boas lembranças. Às vezes, não. Colocá-las em público é uma forma de exorcizar alguns demônios da minha mente. Tudo que você vai ler aqui, tem um fundo de verdade. Mas é a minha verdade.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Ah, o sucesso!
Depois de anos blogando reservadamente - primeiro num serviço que nem lembro o nome, depois no UOL e agora aqui -, porque nunca fiz publicidade de meus escritos, de repente vejo este humilde blog com muito acessos. Bastou uma notinha do Claudião pra um monte de gente importante vir me ler. Credo, que responsa. Espero não decepcionar, hehehe. Uma coisa eu prometo, meus leitores fantasmas ou não: não vou mudar meu jeito de escrever a menos que alguém ofereça argumentos fantásticos e convincentes para isto. Agressividade gratuita e xingar a mãe NÃO são argumentos, ok? Comentários mordazes e inteligentes são bem vindos. Burrice alheia será riscada sumariamente do blog. Combinados? Ok, então vamos em frente.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Mordam a língua, rapazes!
Estudo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas Onepoll, na Grã Bretanha, indicou que os homens passam mais tempo de seu dia fofocando do que as mulheres. Pela pesquisa, eles passam uma média de 76 minutos diários conversando sobre amenidades com amigos e colegas de trabalho, comparado a 52 minutos gastos pelas mulheres. O OnePoll entrevistou 5 mil pessoas pela internet. E descobriu que os homens fofocam mais no escritório, enquanto as mulheres preferem fazer isso em casa.
Entre os assuntos favoritos dos homens estão as peripécias de amigos bêbados e os dos tempos de escola, e as histórias em torno da mulher mais bonita do escritório. Já as mulheres preferem passar o tempo reclamando de outras mulheres, falando da vida sexual dos conhecidos e comentando sobre o peso das amigas.
Cerca de 30% dos homens disseram ficar mais felizes quando conversam com os colegas de trabalho, e 58% deles admitem que fofocar o faz se sentirem “enturmados”.Outros 31% confessaram gostar mais de fofocar com as parceiras do que fazer sexo.“Esta pesquisa prova que os homens são piores que as mulheres”, disse um representante do Onepoll. “Eles adoram um pouco de escândalo e vão fazer qualquer coisa para ser o centro das atenções dos colegas.” Entre as mulheres, mais da metade das entrevistadas disse que conversa frequentemente sobre suas vidas pessoais com as amigas.
Entre os assuntos favoritos dos homens estão as peripécias de amigos bêbados e os dos tempos de escola, e as histórias em torno da mulher mais bonita do escritório. Já as mulheres preferem passar o tempo reclamando de outras mulheres, falando da vida sexual dos conhecidos e comentando sobre o peso das amigas.
Cerca de 30% dos homens disseram ficar mais felizes quando conversam com os colegas de trabalho, e 58% deles admitem que fofocar o faz se sentirem “enturmados”.Outros 31% confessaram gostar mais de fofocar com as parceiras do que fazer sexo.“Esta pesquisa prova que os homens são piores que as mulheres”, disse um representante do Onepoll. “Eles adoram um pouco de escândalo e vão fazer qualquer coisa para ser o centro das atenções dos colegas.” Entre as mulheres, mais da metade das entrevistadas disse que conversa frequentemente sobre suas vidas pessoais com as amigas.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Enfim, o fim!
Bom, passou. Acabou a tortura de não saber quem seria o novo prefeito. Agora sabemos. E diante disso só tenho a dizer uma coisa: cada cidade (estado, país) tem o governo que merece. Isto não me impede de lançar a campanha "Pela emancipação política do Cincão! Belinatópolis já!"
terça-feira, 24 de março de 2009
Perigo! TPM!
Mil perdões, meus leitores fantasmas, mas não ando com saco pra escrever nada. Até mais.
segunda-feira, 16 de março de 2009
sexta-feira, 6 de março de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
Ai, que ódio!
Tem coisas que me deixa muito, mas muuuuuuito irritada. E pra me deixar irritada, meus amigos mais próximos sabem, é preciso realmente de muito. Sou a pessoa mais calma do mundo. Dou risada até de topada no dedão com unha encravada. Tá, tá, tá, eu reconheço: na TPM é outra história. Aí é facinho, hehehehe.
Mas voltando a vaca fria. Algo que me irrita e tira do sério é burrice crônica. Por favor, não confunda burrice com ignorância. Tem muita gente humilde, que mal fez o ensino fundamental que é extremamente inteligente. Assim como tem gente com curso superior que peca pelo excesso de burrice. Eu tive uma chefe, jornalista formada, viajada, que era (e ainda é, segundo me informaram recentemente) mais burra que uma porta. Espertíssima para algumas coisas, mas burra demais para a maioria das outras.
Agora, quer me ver nervosa, mas nervosa messssssmo? É eu ter um trabalho urgente para fazer e depender dos outros para dar prosseguimento. Aí a pessoa fala: "ai, esqueci!" Como assim, esqueceu? Se a única obrigação era fazer isso? Eu viro bicho, não consigo disfarçar a irritação. Me torno grossa. Dou patada mesmo. Não admito irresponsabilidade com trabalho. Não penso, solto o verbo. Depois até me arrependo de tanta grossura.
Então, pessoa, não quer me ver brava? Não seja burro e nem irresponsável perto de mim.
Mas voltando a vaca fria. Algo que me irrita e tira do sério é burrice crônica. Por favor, não confunda burrice com ignorância. Tem muita gente humilde, que mal fez o ensino fundamental que é extremamente inteligente. Assim como tem gente com curso superior que peca pelo excesso de burrice. Eu tive uma chefe, jornalista formada, viajada, que era (e ainda é, segundo me informaram recentemente) mais burra que uma porta. Espertíssima para algumas coisas, mas burra demais para a maioria das outras.
Agora, quer me ver nervosa, mas nervosa messssssmo? É eu ter um trabalho urgente para fazer e depender dos outros para dar prosseguimento. Aí a pessoa fala: "ai, esqueci!" Como assim, esqueceu? Se a única obrigação era fazer isso? Eu viro bicho, não consigo disfarçar a irritação. Me torno grossa. Dou patada mesmo. Não admito irresponsabilidade com trabalho. Não penso, solto o verbo. Depois até me arrependo de tanta grossura.
Então, pessoa, não quer me ver brava? Não seja burro e nem irresponsável perto de mim.
terça-feira, 3 de março de 2009
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
NUNCA MAIS!
Nunca mais eu:
- Compro perfume pela internet.
- Compro blusinhas da Marisa porque tá barato.
- Invento de fazer depilação em casa.
- Voto no PT.
- Vou a rodízios durante a semana e volto pra trabalhar.
- Dou ok em mensagens do computador sem ler.
- Empresto livros para amigo do amigo do amigo.
- Cozinho um prato novo (e supercomplicado) sem ter a receita em mãos.
- Brinco de bola-queimada com a criançada sem fazer uma hora de alongamento antes e outra depois.
- Corto meu cabelo sozinha.
- Encho a cara durante a semana.
- Faço trabalhos para amigos que pedem um grande desconto por causa da amizade.
- Faço trabalhos para parente.
- Deixo de ir ao dentista quando ele liga para lembrar que passou da hora da revisão.
- Deixo de viajar por causa de um trabalho extra que apareceu.
- Perco festas superanimadas por ninharias.
- Me deixo convencer a fazer um programa que eu não quero.
- Vou a chácaras sem ver fotos e folders do local, inclusive da estrada para chegar até lá.
- Perdoo uma traição.
- Tento fazer pimenta em conserva.
- Deixo de cortar as unhas das minhas gatas.
- Fico lendo até tarde sabendo que terei que levantar cedo no dia seguinte.
- Dou número do meu celular para vendedor de consórcio/carro/título de capitalização.
- Me surpreenderei com as pessoas.
- Leio um livro no computador.
Acho que vou ser bem mais feliz.
- Compro perfume pela internet.
- Compro blusinhas da Marisa porque tá barato.
- Invento de fazer depilação em casa.
- Voto no PT.
- Vou a rodízios durante a semana e volto pra trabalhar.
- Dou ok em mensagens do computador sem ler.
- Empresto livros para amigo do amigo do amigo.
- Cozinho um prato novo (e supercomplicado) sem ter a receita em mãos.
- Brinco de bola-queimada com a criançada sem fazer uma hora de alongamento antes e outra depois.
- Corto meu cabelo sozinha.
- Encho a cara durante a semana.
- Faço trabalhos para amigos que pedem um grande desconto por causa da amizade.
- Faço trabalhos para parente.
- Deixo de ir ao dentista quando ele liga para lembrar que passou da hora da revisão.
- Deixo de viajar por causa de um trabalho extra que apareceu.
- Perco festas superanimadas por ninharias.
- Me deixo convencer a fazer um programa que eu não quero.
- Vou a chácaras sem ver fotos e folders do local, inclusive da estrada para chegar até lá.
- Perdoo uma traição.
- Tento fazer pimenta em conserva.
- Deixo de cortar as unhas das minhas gatas.
- Fico lendo até tarde sabendo que terei que levantar cedo no dia seguinte.
- Dou número do meu celular para vendedor de consórcio/carro/título de capitalização.
- Me surpreenderei com as pessoas.
- Leio um livro no computador.
Acho que vou ser bem mais feliz.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Vá para Puta que Pariu!


Calma, não tô nervosa, he. Estou só dizendo para conhecer um dos mais belos locais de Minas Gerais. Recebi este e-mail e achei engraçado demais. Por isto, reproduzo aqui.
"Puta que Pariu existe, e dá para a gente ir de ônibus!!!
Agora, quando alguém disser: "Vá pra Puta que o Pariu!", não vai ter mais problema, pois porque o lugar existe... e dá até pra gente ir de ônibus!
Fica na cidade de Bela Vista de Minas.... Perto de Joao Monlevade ( MG)! Bela Vista, uma cidadezinha cercada de mato no interior de Minas Gerais, e com uma grande surpresa: um dos bairros tem o nome de Puta que Pariu! Acredite se quiser!
O município de Bela Vista de Minas foi criado pela Lei nº 2764, de 30 de dezembro de 1962, desmembrando do município de Nova Era (New Era City), declarando naquele momento, às margens do Corrego do Onça a Independência de Bela Vista de Minas. A cidade é dividida em sete bairros: Bela Vista de Cima, Lages, Serrinha, Córrego Fundo, Favela, Puta que Pariu, e Boca das Cobras. Já imaginaram o padre da paróquia dizer que vai celebrar uma missa na Puta que Pariu?! "
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Crise? Que crise?
Gente, estou cansada de ouvir falar em crise econômica. TV, jornais, todo mundo falando de crise pra cá, crise lá e eu ainda não vi o menor sinal disso. Tá, reconheço, teve algumas demissões até aqui em Londrina, principalmente em uma empresa americana que quebrou mundialmente e mandou todo mundo embora. Mas, de resto, cadê a maldita crise?
Não sei você, mas eu tiro o Natal passado como exemplo. Eu mesma, duríssima, por motivos alheios a minha vontade e meu trabalho - que, aliás, rendeu legal no fim de ano -, não pude gastar com presentes e comprinhas. Mas isto não impediu que eu visse lojas cheias e TODO MUNDO comprando. Também não impediu de perceber que, neste mês de janeiro, a cidade está vazia. TODO MUNDO tirou férias e se mandou pra algum lugar, seja praia ou casa de parentes. As praias estão cheias, os aviões estão cheios e, só pra não dizer que sou elitista, até os ônibus estão cheios. De novo, cadê a maldita crise?
Até no meu trabalho, ainda não percebi a dita cuja. Aliás, pela quantidade de pedidos de trabalho que está pintando no pedaço, num mês que, tradicionalmente, é mais fraco, a crise está dando uma volta enorme para nem passar perto do setor de comunicação empresarial. Que, por sinal, é o primeiro orçamento a ir pro espaço em tempos de recessão. Eu sei, já vivi isto.
Não sou economista mas tenho alguma experiência em jornalismo econômico: não trabalhei anos com a Zilma Santos no caderno de Economia da Folha de Londrina sem aprender alguma coisa. E aprendi que quando o comércio está aquecido e o pessoal tem dinheiro para alguns luxos, como férias (Que será isto? Me parece que um dia eu já soube), a crise não é tão feia como se pinta.
Ou será apenas o brasileiro, que prefere viver o hoje e que se dane o amanhã?
Não sei você, mas eu tiro o Natal passado como exemplo. Eu mesma, duríssima, por motivos alheios a minha vontade e meu trabalho - que, aliás, rendeu legal no fim de ano -, não pude gastar com presentes e comprinhas. Mas isto não impediu que eu visse lojas cheias e TODO MUNDO comprando. Também não impediu de perceber que, neste mês de janeiro, a cidade está vazia. TODO MUNDO tirou férias e se mandou pra algum lugar, seja praia ou casa de parentes. As praias estão cheias, os aviões estão cheios e, só pra não dizer que sou elitista, até os ônibus estão cheios. De novo, cadê a maldita crise?
Até no meu trabalho, ainda não percebi a dita cuja. Aliás, pela quantidade de pedidos de trabalho que está pintando no pedaço, num mês que, tradicionalmente, é mais fraco, a crise está dando uma volta enorme para nem passar perto do setor de comunicação empresarial. Que, por sinal, é o primeiro orçamento a ir pro espaço em tempos de recessão. Eu sei, já vivi isto.
Não sou economista mas tenho alguma experiência em jornalismo econômico: não trabalhei anos com a Zilma Santos no caderno de Economia da Folha de Londrina sem aprender alguma coisa. E aprendi que quando o comércio está aquecido e o pessoal tem dinheiro para alguns luxos, como férias (Que será isto? Me parece que um dia eu já soube), a crise não é tão feia como se pinta.
Ou será apenas o brasileiro, que prefere viver o hoje e que se dane o amanhã?
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Para pensar!
"No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas que não se lembrarão para que servem"
Dr. Dráuzio Varella
Dr. Dráuzio Varella
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Mais um ano!
E o novo ano chegou. Meio esperneando, meio preguiçoso, ele já começou a se instalar e promete "se fazer em casa" rapidinho. Principalmente por meios das contas atrasadas para pagar. Ai, ano novo é tão invejoso. Mal nasceu e já tá copiando o velho. Credo.
Ano novo deveria ser realmente novo. Tipo, chegar trazendo só novidades e nada deste velho "deja vu" (sim, eu sei que tem acento, mas não me pergunte onde, hohoho) de correria para arrumar dinheiro pra pagar os excessos do Natal. Já pensou chegar com a notícia que você ganhou na mega-sena acumulada? E sozinho? Isto sim seria uma grande novidade. Mas não, prefere entrar cheio de notícias velhas: crise, carnê do IPTU, IPVA, matrícula da faculdade do filho, cartão de crédito. Merrrrda.
Mas, enfim, é a realidade. E depois de duas semaninhas de sossego, é hora de cair nela de novo. Portanto, feliz ano novo pra você!
Ano novo deveria ser realmente novo. Tipo, chegar trazendo só novidades e nada deste velho "deja vu" (sim, eu sei que tem acento, mas não me pergunte onde, hohoho) de correria para arrumar dinheiro pra pagar os excessos do Natal. Já pensou chegar com a notícia que você ganhou na mega-sena acumulada? E sozinho? Isto sim seria uma grande novidade. Mas não, prefere entrar cheio de notícias velhas: crise, carnê do IPTU, IPVA, matrícula da faculdade do filho, cartão de crédito. Merrrrda.
Mas, enfim, é a realidade. E depois de duas semaninhas de sossego, é hora de cair nela de novo. Portanto, feliz ano novo pra você!
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
TRISTE NATAL
Natal, pra mim, é uma época de confusão. É muito atropelo, muito corre-corre, muita ansiedade e, no fim, tudo muito frustante. Eu sempre saio dele cansada, irritada e triste. Primeiro porque, há muito, acho artificial todo este clima de pregar a paz e a boa vontade entre os homens. O homem é a criatura mais egoísta, egocêntrica e menos pacífica que existe. Junte um bando de pessoas - obrigadas pela convenção a se suportarem nesta data -, coloque um monte de bebidas na cuca e pronto. Tá armada a confusão. É só ver as estatísticas desta época: cresce o número de homicídio e vias de fato em brigas familiares.
Depois porque, desde que meu pai adoeceu com o maldito Mal de Alhzeimer, é uma tristeza voltar para casa dele e vê-lo na cama, sem poder participar de nada. Ele sempre fez questão de mesa farta e adorava a comidaiada que minha mãe fazia, nesta época. Fazia questão de comprar um Tender enoooorme e, ainda, queria leitoa, frango e milhões de outras coisas boas à mesa. Agora, não pode comê-la. Aliás, nem sabe que é Natal. A ceia em casa acaba sendo muito triste, porque todos ficam extremamente conscientes da sua falta à cabeceira da mesa. Mesmo que ele esteja a dez passos de distância.
Os natais da minha infância, no entanto são boas recordações, que guardo com carinho para me acalentar nesta época melancólica. A família inteira reunida na casa do vó Chico, na esquina da Igreja Matriz: todos os 20 e tantos primos, os tios, as tias, os agregados, as famílias dos tios, os amigos, todo mundo se juntava lá. Somando tudo, acho que dava mais de 100 pessoas. As tias (e a mãe) passavam o dia inteiro cozinhando e ainda encomendavam leitoas assadas no forno da padaria, crocante como nunca mais vi.
Depois da comilança, a primaiada se reunia para brincar, brigar, discutir, fazer as pazes e tornar a brincar no jardim enorme da igreja, que era nosso quintal. Era tanta gente que a casa do vô acabava sendo pequena para todo mundo e os tios iam sentar na esquina, para beber a cervejinha em paz. O vô, que tinha um armazém de secos e molhados na frente da casa, sempre deixava guardadas caixas de papelão especialmente para o Natal. As caixas viravam tapete para os mais velhos sentarem e ótimos escorregas pra criançada descer no gramado da igreja.
O último Natal deste tipo aconteceu quando eu tinha nove anos. Quando eu fiz 10, a vó Maria morreu (às vesperas do Natal). Dez anos depois foi o vô quem bateu as botas (este sim, na véspera do Natal) e a família do meu pai nunca mais se reuniu para comemorar. De lá pra cá, muita gente querida também se foi. Primos, tios, tias, vó (mãe da mãe).
Hoje, a gente ainda tenta. Mas nunca mais será um feliz Natal como costumava ser.
Depois porque, desde que meu pai adoeceu com o maldito Mal de Alhzeimer, é uma tristeza voltar para casa dele e vê-lo na cama, sem poder participar de nada. Ele sempre fez questão de mesa farta e adorava a comidaiada que minha mãe fazia, nesta época. Fazia questão de comprar um Tender enoooorme e, ainda, queria leitoa, frango e milhões de outras coisas boas à mesa. Agora, não pode comê-la. Aliás, nem sabe que é Natal. A ceia em casa acaba sendo muito triste, porque todos ficam extremamente conscientes da sua falta à cabeceira da mesa. Mesmo que ele esteja a dez passos de distância.
Os natais da minha infância, no entanto são boas recordações, que guardo com carinho para me acalentar nesta época melancólica. A família inteira reunida na casa do vó Chico, na esquina da Igreja Matriz: todos os 20 e tantos primos, os tios, as tias, os agregados, as famílias dos tios, os amigos, todo mundo se juntava lá. Somando tudo, acho que dava mais de 100 pessoas. As tias (e a mãe) passavam o dia inteiro cozinhando e ainda encomendavam leitoas assadas no forno da padaria, crocante como nunca mais vi.
Depois da comilança, a primaiada se reunia para brincar, brigar, discutir, fazer as pazes e tornar a brincar no jardim enorme da igreja, que era nosso quintal. Era tanta gente que a casa do vô acabava sendo pequena para todo mundo e os tios iam sentar na esquina, para beber a cervejinha em paz. O vô, que tinha um armazém de secos e molhados na frente da casa, sempre deixava guardadas caixas de papelão especialmente para o Natal. As caixas viravam tapete para os mais velhos sentarem e ótimos escorregas pra criançada descer no gramado da igreja.
O último Natal deste tipo aconteceu quando eu tinha nove anos. Quando eu fiz 10, a vó Maria morreu (às vesperas do Natal). Dez anos depois foi o vô quem bateu as botas (este sim, na véspera do Natal) e a família do meu pai nunca mais se reuniu para comemorar. De lá pra cá, muita gente querida também se foi. Primos, tios, tias, vó (mãe da mãe).
Hoje, a gente ainda tenta. Mas nunca mais será um feliz Natal como costumava ser.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
A NOVELA DAS ELEIÇÕES
Bom, agora está decidido. Londrina vai ter um terceiro turno. Depois de muita enrolação, o TSE chegou a um consenso. Penso eu, no entanto, que a coisa ainda vai demorar um pouco pra desenrolar totalmente como uma verdadeira novela.
O recurso do Belinati ainda não foi votado e, com as férias forenses chegando (dia 19 pára tudo), a Justiça Eleitoral só deve convocar os dois candidatos na volta, lá pra meados ou fim de janeiro. Mais um mês de preparação e é provável que tenhamos eleições às vésperas do Carnaval.
Um parênteses: Férias forenses é de fuder, né não? Os pobres mortais só tem férias uma vezica por ano. Míseros 30 dias. O Judiciário, por sua vez, pára duas vezes por ano. Tá, não tô dizendo que todos saem nas duplas férias, mas que tudo anda mais devagar nestes períodos, anda. Fecha parênteses.
E como boa novela, ainda vamos ter muitas emoções. Porque tio Bila não vai largar o osso assim tão fácil, não. Ele vai apelar até pro santo, embora seja evangélico. E se conseguir uma liminar no STF(bate na madeira, bate na madeira), tadicos de nós. Vamos ter um novo prefeito só em 2010, pelo andar da carruagem.
Enfim, aguardemos os próximos capítulos.
E eu prometo não falar mais de política aqui.
O recurso do Belinati ainda não foi votado e, com as férias forenses chegando (dia 19 pára tudo), a Justiça Eleitoral só deve convocar os dois candidatos na volta, lá pra meados ou fim de janeiro. Mais um mês de preparação e é provável que tenhamos eleições às vésperas do Carnaval.
Um parênteses: Férias forenses é de fuder, né não? Os pobres mortais só tem férias uma vezica por ano. Míseros 30 dias. O Judiciário, por sua vez, pára duas vezes por ano. Tá, não tô dizendo que todos saem nas duplas férias, mas que tudo anda mais devagar nestes períodos, anda. Fecha parênteses.
E como boa novela, ainda vamos ter muitas emoções. Porque tio Bila não vai largar o osso assim tão fácil, não. Ele vai apelar até pro santo, embora seja evangélico. E se conseguir uma liminar no STF(bate na madeira, bate na madeira), tadicos de nós. Vamos ter um novo prefeito só em 2010, pelo andar da carruagem.
Enfim, aguardemos os próximos capítulos.
E eu prometo não falar mais de política aqui.
domingo, 7 de dezembro de 2008
SALVE O TRICOLOR PAULISTA!
Enquanto escrevo, o São Paulo Futebol Clube se digladia com o Goiás pra garantir mais um título no seu currículo. Confesso, não sou uma fánatica por futebol nem torcedora assumida. Aliás, nem entendo muito de futebol (Mentira, não entendo é nada mesmo. A editoria que nunca trabalhei, em jornal nenhum, foi a de esportes justamente por causa da minha ignorância monumental em jogos com bola, he). Posso me defenir apenas como uma simpatizante curiosa. E o São Paulo é o único time que me atrai, desde pequena. Por isto, torço (apaticamente) para que ele tenha mais um título.
Na verdade era pra eu ser corintiana roxa. Quando menina, eu torcia pelo Corinthians. Minha vó, uma espanholona turrona, era corintiana até o último fio de cabelo. E não perdia um jogo. A véia se aboletava em frente a TV e ficava lá até o apito final. E criança, sacumé, não tava nem aí pra pelota. Eu e meu irmão brincávamos e fazíamos zona na sala. Enquanto o time estava ganhando, estava tudo bem, ela nem ligava. Mas quando perdia.... ela perdia a cabeça e a classe. Aprendi todos os palavrões que conheço em espanhol com minha vó, hehehehe.
O problema é que meu temperamento não é e nunca foi dos mais meigos. Se ela era turrona, eu era turrona e meia. Resultado: a gente brigava feito cão e gato. E eu peguei uma raiva enooooorme do Corinthians. E dos coriantinos, em geral, por tabela. Pra deixar ela mais furiosa, comecei a torcer pelo São Paulo que, na época, era o maior rival. Acabou que meu irmão (outro doce de pessoinha, meigo que ele só) também virou torcedor do São Paulo. E a véia, furiosa com nós dois, he.
Hoje, meus sobrinhos, meu filho, os amigos do meu filho são todos são-paulinos fanáticos. Espero sinceramente que ele ganhe. Principalmente para passar a perna no Grêmio, um Corinthians lá dos pampas, cujos torcedores são tão ou mais chatos quanto os corintianos. Mas se não, tá bom também, he.
UPLOAD - Pois é, foi. Hehehe. Ó tricolor, ôôôôô!
Na verdade era pra eu ser corintiana roxa. Quando menina, eu torcia pelo Corinthians. Minha vó, uma espanholona turrona, era corintiana até o último fio de cabelo. E não perdia um jogo. A véia se aboletava em frente a TV e ficava lá até o apito final. E criança, sacumé, não tava nem aí pra pelota. Eu e meu irmão brincávamos e fazíamos zona na sala. Enquanto o time estava ganhando, estava tudo bem, ela nem ligava. Mas quando perdia.... ela perdia a cabeça e a classe. Aprendi todos os palavrões que conheço em espanhol com minha vó, hehehehe.
O problema é que meu temperamento não é e nunca foi dos mais meigos. Se ela era turrona, eu era turrona e meia. Resultado: a gente brigava feito cão e gato. E eu peguei uma raiva enooooorme do Corinthians. E dos coriantinos, em geral, por tabela. Pra deixar ela mais furiosa, comecei a torcer pelo São Paulo que, na época, era o maior rival. Acabou que meu irmão (outro doce de pessoinha, meigo que ele só) também virou torcedor do São Paulo. E a véia, furiosa com nós dois, he.
Hoje, meus sobrinhos, meu filho, os amigos do meu filho são todos são-paulinos fanáticos. Espero sinceramente que ele ganhe. Principalmente para passar a perna no Grêmio, um Corinthians lá dos pampas, cujos torcedores são tão ou mais chatos quanto os corintianos. Mas se não, tá bom também, he.
UPLOAD - Pois é, foi. Hehehe. Ó tricolor, ôôôôô!
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
BIZARRICE
Fumávamos, eu e Laila Menechino, um dia destes, em frente ao JL. Estávamos lá no maior papo e rindo muito, quando aparece do nada um senhor de seus 60 e poucos anos, com um sorriso de orelha a orelha. O senhor pára em nossa frente e diz: "Eu sou católico. Vocês são católicas?" Sem olhar uma para a cara da outra, respondemos ambas ao mesmo tempo: "Não". [Abre parênteses: fui criada como católica mas não me considero mais. Aliás, não sou nada, religiosamente falando. Fecha parênteses.] O homem fechou a cara no mesmo minuto, virou as costas e saiu, sem dar explicação nenhuma.
O fato me levou a conjecturar sobre vários detalhes do episódio. Acompanhe comigo.
1 - O cara estava todo feliz pelo simples fato de ser católico? Se sim, coitado dele. Vai ver que nada na vida dele lhe dá felicidade.
2 - Ele não se apresentou "olha, sou fulano de tal" mas chegou afirmando ser católico como se isto fosse tudo o que todo mundo precisasse saber dele. E daí que ele é católico? Ser católico [evangélico, budista, mulçumano, harekrishina, o que for] é garantia de ser uma pessoa honesta, correta? Não é o que eu tenho visto por aí.
3 - O fato de nem eu nem Laila pertencermos à religião dele, nos faz menos merecedoras de saber que porra ele queria? Parece que sim. Vai ver ele só fala com católicos e ninguém mais. Coitado, de novo.
4 - Não sermos católicas nos faz menos merecedoras, também, de continuarmos a receber o sorriso? Idem para o item 3. Parece-me também que nós também não merecemos a mínima gentileza, nem ao menos um "obrigado e desculpe-me, tchau".
Se todos os católicos estão agindo assim, hoje em dia, creio que o mundo ficou pior do que eu pensava. Ainda bem que sai desta.
O fato me levou a conjecturar sobre vários detalhes do episódio. Acompanhe comigo.
1 - O cara estava todo feliz pelo simples fato de ser católico? Se sim, coitado dele. Vai ver que nada na vida dele lhe dá felicidade.
2 - Ele não se apresentou "olha, sou fulano de tal" mas chegou afirmando ser católico como se isto fosse tudo o que todo mundo precisasse saber dele. E daí que ele é católico? Ser católico [evangélico, budista, mulçumano, harekrishina, o que for] é garantia de ser uma pessoa honesta, correta? Não é o que eu tenho visto por aí.
3 - O fato de nem eu nem Laila pertencermos à religião dele, nos faz menos merecedoras de saber que porra ele queria? Parece que sim. Vai ver ele só fala com católicos e ninguém mais. Coitado, de novo.
4 - Não sermos católicas nos faz menos merecedoras, também, de continuarmos a receber o sorriso? Idem para o item 3. Parece-me também que nós também não merecemos a mínima gentileza, nem ao menos um "obrigado e desculpe-me, tchau".
Se todos os católicos estão agindo assim, hoje em dia, creio que o mundo ficou pior do que eu pensava. Ainda bem que sai desta.
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