terça-feira, 29 de setembro de 2009

Cigarro proibido

Pois é. A Maria Louca teve que copiar o Careca de São Paulo e agora é proibido fumar no Paraná. A assinatura foi hoje e a lei deve entrar em vigor dentro de 60 dias. Resultado: nós, fumantes, tivemos nossos direitos cerceados. Fumar sossegado, agora, só em casa ou na rua. Daqui a algum tempo, prevejo que na rua também seremos proibidos.
Principalmente depois que descobrirem que as bitucas jogadas nas ruas vão diretamente para nossos rios e lagos, causando uma poluição desgraçada. Ou você acha que os bares e restaurantes, órgãos públicos e outros vão colocar cinzeiros nas calçadas? O pessoal da ONG MAE deve estar com os cabelinhos em pé, pensando na quantidade de bitucas vão rolar pelas galerias pluviais. Marcelo Frazão, meu amigo, deve estar parindo gatinhos só de pensar, ho. Ele sempre pegou no meu pé quando jogava alguma bituca na rua. Ganhei vários porta-bitucas dele. Vou ter que usá-lo ou perderei um amigo.
Mas o que me deixa puta da vida, nisto tudo, é que insistem em dizer que estão protegendo os fumantes passivos de uma morte certa e usam uma suposta estatística da Organização Mundial de Saúde para justificar seus atos. Segundo esta estatística, o fumo passivo seria a terceira causa de morte evitável no mundo. Só que OMS nunca afirmou isto. Duvida? Leia aqui. O site Eu Fumo, que defende o fumante e não o fumo, traz notícias esclarecedoras, em leitura fácil, para que qualquer não fumante chato entenda.
Enfim, somos poucos agora. E vejo que seremos ainda menos amanhã. Mas, por minha parte, resistirei o máximo possível. E ainda tem bares que posso frequentar, ho.

domingo, 27 de setembro de 2009

Ainda sobre a Câmara

Batendo um papinho amigável com um membro do primeiro escalão do governo Barbosa Neto, estes dias, fiquei sabendo algumas coisinhas interessantes sobre a atual crise na Câmara de Vereadores de Londrina. Uma delas é que o Governo, de modo geral, está vibrando de alegria.
Segundo o informante, a crise fez alguns nobres vereadores baixarem a bola. Antes de estourar (a crise, não os vereadores, ho), era comum ver certas pessoas entraram na Prefeitura pisando duro e batendo no peito. "Agora, estão murchinhos, murchinhos", me disse entre risos. Segundo ele, os edis estão até usando palavrinhas como "por favor", "com licença" e "obrigado", verbetes até então desconhecidos no vocabulário da maioria, he.
Meu informante disse que, agora, o pessoal novato descobriu o poder da imprensa e, também, que vão precisar do apoio do Barbosa.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Pra não dizer que não falei da Câmara

Alguns leitores estão me parando na rua para reclamar porque não escrevi sobre os novos escândalos da Câmara de Londrina. Tenho que repetir, sempre, que este blog não é sobre política. Mas, depois, fiquei pensando em algumas coisas que gostaria de dizer. A primeira delas é que as denúncias que já apareceram – neste primeiro ano de mandato - desmentem a crença propagada sobre a “renovação” da Câmara. O legislativo londrinense pode até ter carinhas novas mas, até agora, as práticas têm se mostrado que são velhas conhecidas, né não? Acho que, até o final desta legislatura, muita coisa ainda vai rolar.
Sobre o nobre edil Rodrigo Gouveia e suas supostas práticas bonilhescas (obrigado, seu Paçoca) não tenho muito a falar. Não o conheço, nem a seus antecedentes, é novato na política. Mas tenho que confessar uma coisa: a primeira vez que vi uma foto do Gouveia, em plena campanha política, ele me lembrou alguém com aquele cabelinho gomalinado. Depois caiu a ficha. Ele me parecia Collor e seu clone paranaense Martinez. Tinha até um quê de Henrique Barros. Não sei vocês mas, pra mim, isto esfriou um pouco meu entusiasmo ao sabê-lo eleito. Tá, quem vê cara não vê coração, eu sei disso. Mas, sei não. Acredito muito em primeiras impressões.
Quanto ao Paulo Arildo, eu só tenho a dizer que, com seus projetos mirabolantes de moralização da sociedade, ele está muito preocupado em cuidar da vida dos outros. E, segundo o MP, dos salários dos outros também. Eu, particularmente, acho que moralistas são um chute no saco. Principalmente porque, como temos visto (às vezes em manchetes garrafais), nem padres e pastores estão acima das tentações mundanas. Espero apenas que o Molina (leitor deste blog, como ele mesmo me confessou) seja um pouco mais sensato em sua postura.
E, para finalizar, quero lembrar que, embora alguns vereadores sejam novatos na Câmara, vários estão há muito tempo por aí, em sindicatos, associações, entidades e até cargos públicos, para serem desconhecidos da mídia. A maioria dos jornalistas e blogueiros que cobrem a política londrinense conhecem estas figuras de outros carnavais. Isto significa que vão estar atentos a qualquer coisa que aparecer. E o MP também, como está provando.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Pelos, pra que tê-los?

Embora o dia esteja frio e chuvoso, eu comecei a me preocupar com o verão. Sinceramente, quando tenho que trabalhar, prefiro o friozinho do inverno ao calor tórrido do verão brasileiro. Se estou em férias e posso pegar uma praia ou piscina, a coisa muda, claro. Nada mais gostoso que, naquele solzão de rachar, ficar sentada embaixo do guarda-sol, tomando uma cervejinha, comendo um camarãozinho e olhando a paisagem (leia-se como paisagem aqueles belos moços bronzeados de sunga, ho). Este ano me programei para fazer exatamente isso. Tudo bem que nos dois anos anteriores tinha feito a mesma programação e, na hora H, deu tudo errado. Mas a esperança é a última que morre.
Mas o que quero realmente falar, depois deste enorme nariz de cera, é sobre os moços de sunga. Gente, tudo bem que a maioria dos homens não usa sunga (ainda bem) e também não são exatamente uns ursos de tão peludos. Mas, tenha piedade, existem alguns que parecem uns tapetes. Homem com pelos nas costas é muito feio. Pode ser o Brad Pitt ou o George Cloney, se tiver uma cobertura costal à la Tony Ramos vai ficar feio como o próprio.
Mas ainda pior que o kit Tony Ramos são aqueles cujos pelos pubianos descem pelas cavas da sunga ou calção e se espalham pelas pernas que, geralmente, têm poucos pelos. É asqueroso, credo. Nossa, será que nunca ouviram falar em aparador de pelos? Será que estes homens nunca deram uma debastada nos pelos do saco? Tremo de pavor só de pensar.
Vai uma mulher colocar um biquini ou maiô sem estar depilada. Será crucificada em praça pública. Mas homem parece se orgulhar em ser a prova viva que descende do macaco. Custa ser um pouco mais caprichoso e higiênico? Tá, eu sei que homem só troca a cueca pra ir ao médico ou quando há a possibilidade de comer uma mulher nova. Mas tenha dó. Ninguém merece ver aqueles novelos de lã escorrendo água quando saem da piscina ou mar.
Não estou defendendo aqui os metrossexuais e aqueles esquisitos que se depilam inteiros. Não. Também gosto de um peito cabeludo na medida. Só o que peço - e não acho que é pedir muito - é um pouco de bom senso. Vamos cortar aquilo que está sobrando, pessoal. Uma aparadinha aqui, uma debastadinha ali e todos podem felizes. E se algum homem acha que estou por fora ou exagerando, é só dar uma conferida no seu filme pornô preferido. A maioria dos atores pornôs apara seus pelos. Isso cria uma ilusão de ótica, aumentando o tamanho do seu amiguinho. Sem aquela floresta amazônica pra atrapalhar, ele pode brilhar mais e maior, he. A mulherada agradece.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Decisões, decisões...

Fui convidada para levar meu humilde Reminiscências para uma nova comunidade de blogs que vem por aí. Ela vai reunir alguns dos meus blogueiros preferidos que não vou falar quais são para não gerar ciúmes (ho!). O convite, por si só, já foi uma delícia. Mas, depois de ver o layout e todas as opções que terei, fiquei entusiasmada.
O problema é: será que segurarei a peteca junto a tão ilustres pessoas? Além disso, me informaram que a comunidade ainda vai ser divulgada na grande mídia por um dos blogueiros que também é um grande jornalista. Ou seja, será lido não apenas por amigos, conhecidos e xeretas em geral, mas por quem gosta de se informar também pelos blogs.
Caraca, é muita responsa pra quem, como eu, tem um blog apenas para se divertir e escrever coisas que não pode no seu trabalho diário. Aqui, eu escrevo o que me dá na telha. Besteiras ou não, palavrões, causos, verdades e mentiras, emoções, alegrias, angústias, desabafos, enfim, coisas do meu dia-a-dia. O quê, disto tudo, pode interessar a milhares de pessoas? Será que possibilidade de ser criticada não por um ou dois anônimos imbecis mas por centenas vai acabar com minha auto-estima?
No meu trabalho, eu não tenho medo de escrever, questionar, criticar, enfim, exercer minha função como jornalista. Quero mais que me odeiem, he. Mas quando alguém me propõe expor meu escritos pessoais...ixi, me bate uma tremenda insegurança. Meus contos estão inéditos até hoje por causa disso. E aí? Que faço eu?

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Até que a morte ME separe, ho!

Vou te contar, esta história do Twitter mexeu comigo. Acho que só estou conseguindo pensar em 140 caracteres, he. Meus leitores assíduos (todos os três) estão me cobrando o retorno ao blog mas tenho me divertido horrores com o Twitter. Sabe cumé, né, ali não tenho obrigação de ser coerente, ho! Mas - seja para atender aos inúmeros pedidos ou para satisfazer minha vontade de ser um pouco mais prolixa no texto - voltei. Porém, um aviso: o que vou escrever agora pode não agradar muito aos meus três leitores. Morte não é um assunto muito popular.
Calma, ninguém morreu. É só que há tempos venho querendo escrever minhas impressões sobre a morte, de um modo geral. Lamento ser eu a lhe informar, mas você vai morrer. Para usar um chavão, a morte é a única coisa certa na vida de gente. Se nasceu um dia vai pro beleléu. Ponto. A contagem regressiva começa ali, no exato momento em que o bebê respira pela primeira vez. E ninguém sabe quando chegará ao zero. Eu torço que a minha zere quando estiver com 117 anos, fazendo sexo louco com dois rapagões de 17, ho! Mas eu sei que é esperar muito. Um rapagão já bastaria.
Brincadeiras à parte, não tenho medo de morrer. Tenho medo, sim, de perder alguém querido. Mas eu mesmo não me preocupo muito com meu passamento (ixi, coisa antiga!). Sei que vou, esperneando, chutando, xingando, mas vou. Como todos. Por isto, encaro na boa. Tem gente que fica nervosa só de tocar no assunto. Todos os anos, na época da renovação do meu seguro de vida, rola um stress com meu filho.
É sempre assim: é só avisá-lo onde pode localizar a apólice e lembrá-lo do que deve fazer se eu bater as botas de repente que ele fica nervoso. Acho que nem presta atenção direito naquilo que eu estou falando. Quer logo mudar de assunto. E eu me pergunto: por quê isso? Por quê o medo insano que leva um rapaz a não querer nem saber as providências tomadas para garantir seu próprio futuro?
Aliás, as pessoas têm tanto medo da morte que deixam de lado atitudes facilitariam a vida de todos. Não custa muito fazer um seguro de vida razoável, que vai deixar filhos e/ou cônjuge garantidos por, pelo menos, um período. Mesmo assim, são poucos os que o fazem. Acham que dá azar. Na minha modestíssima opinião, azar é não ter um e, de repente, bater as botas, deixando todo mundo que depende de você ao Deus dará.
E acontece. Você sabe disso. Uma pessoa totalmente saudável pode "ir desta pra melhor" em questão de segundos. Exemplo? Há alguns anos, perdi uma amiga de faculdade na idade avançada de 28 anos. Foi levantar da cama e caiu morta. Teve um aneurisma cerebral. Um outro amigo morreu, aos 40 anos, jogando tênis. Nunca tinha fumado, não bebia, praticava esportes regularmente, tava feliz com o novo casamento e... adeus. Uma conhecida, por sua vez, está internada na UTI de um hospital de Londrina com a vida por um fio: o da tomada do respirador que a faz continuar viva. E, para finalizar, vai dizer que não conhece ao menos uma pessoa que tenha morrido em um acidente besta de trânsito?
Enfim, morte é morte. Definitiva. E, por isto mesmo, deve ser encarada de frente, sem medo e com lucidez. Estando sempre preparados, quem sabe não consigamos enganá-la, heim?

sábado, 8 de agosto de 2009

Até logo, Patrão!

Morreu João Milanez. A história do jornalismo londrinense ficou mais triste. E sem graça.
Seo João, o Patrão de muitos de nós, era uma figura emblemática em Londrina. Embora nunca tenha exercido o jornalismo propriamente dito, era um homem de visão e respeitava seus funcionários como nenhum outro dono de jornal o fez ou faz, até hoje. Sabia da importância de um bom jornalista para empresa crescer. Enquanto esteve à frente da Folha de Londrina, o jornal era uma empresa boa para se trabalhar. Depois que foi passado pra trás por aqueles que confiava, a Folha nunca mais foi a mesma.
Eu tive a honra de trabalhar com seo João. E embora desbocado e malicioso com a maioria das pessoas - até gente que nunca tinha visto antes -, o que lhe causou inúmeros desafetos e a pecha de caricato, posso atestar que era uma pessoa de enorme coração. Nunca deixou de ajudar um funcionário quando este precisava e nunca lhe faltou com o respeito. Nós, as mulheres que trabalhavam pra ele, erámos as "vereadoras". Nunca uma "macaca", título que reservava para as que ele comia ou fingia comer, sei lá.
Tchau, seo João. O senhor vai ficar guardado com carinho em minha memória.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Lei anti-fumo, mas que bosta!

Como mostra esta reportagem aqui, nós, os fumantes, somos bem educados, respeitadores da lei, etc. Ao contrário dos não-fumantes chatos, não queremos irritar ninguém. Assim, com a entrada em vigor da lei anti-fumo em São Paulo - e logo no Paraná, também, se depender da Maria Louca -, mostramos mais uma vez nossa civilidade. Não pode fumar ali? Não pode, então pronto. Não vamos fumar mais ali. Principalmente se tiver multa, he.
Isso não significa que vamos desistir de nossas santas baforadas acompanhadas da sagrada cervejinha de fim de semana (ou do meio de semana também, por falar nisso). Quando entrar em vigor a lei no Paraná (e eu não tenho dúvida que vai entrar), vamos procurar outros bares, oras. Aqueles que tem espaço aberto e não vão querer perder nosso rico dinheirinho. Já tenho alguns locais especiais que venho cultuando ao longo dos anos e que vão me receber de braços abertos, eu sei. Ainda bem que eu não gosto de boates. Nada daquele tum-tum-tum, nem xitão-xitão-xitão na cabeça, pra mim.
O problema é que os não-fumantes não vão parar por aí. Não, banir nossa fumacinha das baladas não vai ser suficiente que estes pernósticos. Eles são tão chaaatos, mas tão chaaatos que vão dão um jeito de cercear ainda mais nossa liberdade. Logo, vão arrumar um jeito de proibir o ato de acender um cigarro em plena rua. Aí sim vai virar uma meleca. Aí poderão ter que enfrentar uma revolta civil.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Ah, a glória!

Estou me divertindo horrores com o tal do Twitter. Lá só posso escrever 140 caracteres por vez, mas é excelente para pensamentos rápidos e que ficam fora de contexto, o que eu tenho às vezes (aliás, sou ótima em pensamentos fora do contexto). Ou seja, o Twitter é bom pra aqueles momentos em que você tem uma ideia mas não o saco ou o tempo para desenvolvê-la.
Mas o mais legal é que, pelo Twitter, posso ficar próxima de umas bem pessoas bem legais e saber até o que alguns ídolos estão pensando naquele momento. Tipo assim, é o máximo ler os comentários que o Luís Fernando Veríssimo faz todo dia, até duas ou três vezes por dia. Só ele pra conseguir escrever uma crônica em 140 caracteres.
E minha emoção, ontem, ao descobrir que o LFVeríssimo também me segue no Twitter! Nossa, achei que fosse ter um troço. Tá, ele pode ser gentil e ter me adicionado só por educação. Não sei bem as regras de etiqueta neste novo meio de comunicação. Mas eu não adiciono automaticamente todo mundo que me segue. Será que ele faz isso? Hum, pode ser. Mas tanto faz. Tô feliz do mesmo jeito.
Porque o LFVeríssimo é meu ídolo desde que eu tinha uns 14 anos e li o primeiro livro dele que me caiu nas mãos. De lá pra cá, acompanho tudo o que posso da carreira dele, leio tudo (ou quase) que ele escreve - seja crônicas, livros, romances. Enfim, A-D-O-R-O o cara.
Adoro tanto que uma vez, ao encontrá-lo no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, fiquei seguindo ele por quase uma hora, até chamarem o voo dele. Não tive coragem de me aproximar e pedir um autógrafo. Sei que ele é tímido e morre de vergonha destas coisas. Eu amo tanto este cara, que não quis fazê-lo passar por este constrangimento. Me arrependo até hoje.
Agora ele me segue. Mesmo que seja apenas no Twitter e não leia nada que eu escrevo. Mas é bom saber disso. É a glória!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Eu voltei e tô com gripe!

Voltei, meu povo. Depois de tanta solicitações e emails desesperados (not!), resolvi deixar a preguiça de lado e escrever um pouco aqui. Já passou tanto tempo que o post aí de baixo tá até desatualizado. Deixei, inclusive, de fazer esta assessoria de imprensa, he. Depois eu explico. Ou não, quem sabe.
Mas voltei mesmo é pra comentar a nova gripe, ou Influenza A, ou H1N1, ou gripe suína (à escolha de cada um). Não, eu não tô com ESTA gripe. Só com a comunzinha mesmo. Tô até me sentindo discriminada. Mas tô por aqui com a tal.
Gente, quiquié isso? A mídia tá sambando em cima do assunto. Tá, eu sei que os pauteiros não podem deixar o assunto de lado, mas pelo amor de Shiva, do jeito que a coisa vai, logo, logo, vamos ter suicídios em massa de tanto medo de pegar a tal.
Minha vontade é berrar: CALMA, POVO! Agora vem até o governador decretar suspensão das aulas nas escolas estaduais; e os reitores das faculdades e os prefeitos fazerem o mesmo. Como se adiantasse alguma coisa. O povo não vai pra aula mas vai pras baladas, pro cinema, shopping, o escambau. Até parece que vão ficar tudo quietinho em casa, pois sim.
E a dengue, enquanto isso, vai comendo pelas beiradas. Este ano, Londrina já registrou metade dos casos de dengue contabilizados em 2008 e mal passamos o meio do ano. Enquanto isso, tivemos um, eu disse UM, caso de gripe suína confirmado. E a mulher nem morreu. Sinceramente, tô mais preocupada com a dengue - cuja prevenção não depende só de mim, mas também do sacana do meu vizinho que não esvazia pneus, pratos e etc. - do que com um viruzinho que nem vai me matar.
Do jeito que vai, a coisa vai muito mal, né não.

PS- Enfim, me rendi. Tô no Twitter, também.

terça-feira, 30 de junho de 2009

ROBOTEC FAIR terá robôs japoneses



Autômatos humanóides, participantes da competição internacional Robo One, estarão no Parque Barigüi fazendo show diários

Quatro robôs japoneses – Afuro, Tokotokomaru e dois KHR - serão uma das atrações para o grande público da Robotec Fair 2009 – Feira Internacional de Robótica e Tecnologia, que acontece de 21 a 25 de outubro, no Pavilhão de Exposições do Parque Barigüi, em Curitiba (PR). Os robôs farão duas apresentações por dia, de 30 minutos cada, em shows voltados para crianças e estudantes mas capazes de atrair uma multidão. Esta será a primeira apresentação dos robôs no Brasil.
Afuro, Tokotokomaru e HHR são robôs pequenos, com 40 cm (os dois primeiros) e 30 cm, com pesos que variam entre 300 gramas a 1,3 kg., e que participam disputas internacionais como o Robo One, um tradicional evento de robôs humanóides e autônomos que acontece no Japão, Estados Unidos e Coréia do Sul. Nesta competição, os robôs competem entre si – no chamado combate - executando determinadas tarefas. Os vencedores da competição e seus criadores recebem prêmios em dinheiro.
Afuro é um simpático robô em estilo afro, que canta e dança, criado por Yusuke Sugawara. Tokotokomaru é uma linda japonesinha também preparada para dançar e encantar o público. Mas apesar de sua beleza, Tokotokomaru - criada Azusa Amino – também entra em disputas de força com outros robôs. Já os dois KHR – criados pela empresa Kondo Ciência S.A – vêm ao Brasil disputar uma partida de futebol.
Um evento diferenciado - Outras atrações estão sendo planejadas para divertir e entreter o público visitante. O aspecto lúdico da feira reforça o caráter único da ROBOTEC FAIR entre as feiras de tecnologia de todo mundo: a feira reúne em um só evento os três aspectos mais interessantes para os expositores - negócios, entretenimento e científico. A maioria das feiras são voltadas para apenas um dos três. A Robotec Fair, por sua vez, foi pensada para colocar em contato empresas e seus consumidores – seja através de rodadas de negócios ou vendas em estandes – e ainda levar a produção científica que é feita dentro das universidades para o contato com empresários e público, promovendo a transferência de tecnologia e aproximando empresas dos pesquisadores para futuras parcerias.
Com um público estimado de 50 mil pessoas circulando pelos corredores do Pavilhão de Exposições do Parque Barigüi nos cinco dias de feira, a ROBOTEC FAIR terá a visitação de investidores em busca de novidades; docentes, acadêmicos e profissionais das áreas afins; e o público em geral que conhecerá de perto – e poderá adquirir – os produtos e serviços oferecidos pelos expositores.
Com estandes a partir de nove metros², o Pavilhão foi todo dividido por setores, para abrigar ilhas temáticas de acordo com o segmento de tecnologia aplicada. Além disso, uma ala inteiramente dedicada à Robótica deve atrair muita atenção, com robôs interativos participando de atividades lúdicas com o público.
Coordenação científica - O aspecto educativo do evento está sendo coordenado por uma equipe de especialistas, os professores doutores Jackson Paul Matsuura e Marcelo Nicoletti Franchi (ITA), além do professor doutor Alexandre da Silva Simões (UNESP) e a professora mestre Esther Colombini (FEI/ITA), todos experts na área de robótica e tecnologia. Os coordenadores estão programando uma série de eventos, palestras e oficinas que devem atrair a atenção de todos os interessados em robótica e tecnologia, além de atividades de iniciação científica voltadas para estudantes do ensino fundamental e médio.
www.robotecfair.com.br


Telma Elorza/Assessoria de Imprensa Robotec Fair
editor@origem.org.br
(43) 3338-0348/9116-1993
www.robotecfair.com.br

sábado, 27 de junho de 2009

Tanta coisa acontecendo e eu só penso em férias!

Pois é, meus leitores-fantasmas. Tem tanta coisa acontecendo que mereceriam virar posts e eu só penso em tirar férias! Tô trabalhando muito e quase sem tempo pra atualizar este humilde blog. Aliás, sem tempo e sem cabeça. Quando penso em ligar o computador com este objetivo, minha cama me chama e eu acabo não resistindo.
Estou há dois anos trabalhando direto, com assessorias, jornal (onde faço pauta, reportagens, coordeno uma equipe e ainda edito - sem contar o cafezinho de todas as tardes, he) além de revisar outro jornal pra um amigo muito querido. Resultado? Tô de bateria arriada. Se o Clive Owen chegasse e me desse uma cantada agora, eu iria dispensá-lo. Huuum, pensando bem, acho que não, hoho.
O problema é que férias, agora, estão fora de cogitação. Então, se eu ficar um pouco afastada, me perdoem. Prometo que vou tentar fazer, pelo menos, um post por semana. E tenho dito.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Profissão: jornalista

Pronto, agora qualquer Zé Mané acha que vai poder escrever qualquer coisa em qualquer jornal. Ayres Brito me decepcionou. Onde ele viu que jornalismo é parte literatura parte arte? Só se for na cabeça do excelentíssimo ministro.
Daqui a pouco, vai ter um monte de neguinho que mal sabe escrever se dizendo jornalista. Aliás, já tem, né? Só vai piorar.
Este Brasil só me dá orgulho.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Então, tá.

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou hoje o projeto de lei que propõe o fim dos fusos horários no Brasil. Pela proposta, todos os Estados passam a adotar o horário de Brasília (hora legal).
Legal. Daqui a pouco, o Senado vai querer revogar a Lei da Gravidade no Brasil. Que, afinal, não serve mesmo pra nada, não é mesmo?

segunda-feira, 15 de junho de 2009

True Blood

Tenho que confessar: adoro vampiros. E estou mais que animada porque hoje à noite vou baixar o primeiro episódio da segunda temporada de True Blood, que estreou ontem, no EUA. Nossa, vai ser uma supernoitada com o vampiro Bill, hehehe. Melhor ainda que o Stephen Moyer faz muito meu tipo, ho.
Minha paixão por vampiros começou há séculos, com o Drácula de Bram Stocker (o livro, não o filme). Só depois vieram os filmes e as séries. Hoje, tenho em minha biblioteca vários livros sobre vampiros, de todos os tipos. Inclusive os brasileiros de André Vianco, passando por "A Hora do Vampiro", de Stephen King; a saga dos vampiros meio gays (dá pra ser meio gay?) da Anne Rice e até o "Morto até o anoitecer", de Charlaine Harris, que deu origem à série True Blood.
Também tenho todos os três já lançados no Brasil da série de vampiros para adolescentes "Crepúsculo", um água com açúcar gótico que está levando as menininhas ao delírio com Edward, o último dos vampiros românticos. É legal mas eu prefiro o Bill, que não se nega a fazer sexo com uma mortal e ainda morde ela, sem o mínimo sem pudor, hoho.
Dessa nova safra, um dos melhores - que li recentemente - foi "Prazeres Malditos", de Laurell K. Hamilton. Nos EUA, a saga da caçadora de vampiros e ressucitadora de mortos (eba!) Anita Blake já deve andar pelo 12o. livro. Aqui, no Brasil, ainda estou esperando a Rocco lançar o segundo volume, saco.
O melhor é que isto deve acontecer logo. Com a onda do Crepúsculo, está pipocando um monte de livros sobre vampiros. E eu estou aproveitando. Já encomendei mais dois para o Submarino, he. Tô só no aguardo, contando os minutos e roendo as unhas.
Ah, só pra completar: também gosto de zumbis, lobisomens e outras coisitas mais, hahaha. Só não sou muito chegada em aliens, porém quero ETs no Brasil, ho. Mas isto fica pra outra hora.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Quer que eu desenhe?


Vi no Bobagento.

VIVER MATA!

Tá, eu sei que estou ficando paranóica com o assunto, mas não dá pra ficar calada sobre um ato que afeta minha vida. Nosso amado governador, Roberto Requião, enviou ontem para a Assembléia Legislativa o projeto de lei proibindo o fumo em todos os locais coletivos, públicos e privados, do Paraná. Ou seja, copiou o careca de São Paulo. Invejoso, humft. A sorte é que alguns legisladores (rá) querem discutir em audiência pública o fato e defendem a inclusão de áreas isoladas (os chamados fumódromos).
Tá, mas mesmo assim, agora que é cobra vai fumar mesmo. Porque, se forem consultar a Comissão de Saúde, os ditos especialistas vão ser radicais e nem vão querer permiterem os fumódromos. Mas, puta que o pariu! Será que este povo não percebe que não é só o cigarro que mata? VIVER mata, porra!
A vida dá rugas, pelancas, fios brancos, aquele monte de ite (bursite, artrite, labirintite e outros ites), faz cair os seios e o pinto e, no fim, a gente vai embora de qualquer jeito. Por bem ou por mal. Esperneando ou não. Querendo ou não.
Então, vamos proibir tudo: o sexo sem camisinha, agrotóxicos nos alimentos, voos regulares, motoristas displicentes, buracos nas estradas, balas perdidas, falta de leito em UTIs, enfim qualquer coisa que venha a contribuir para encurtar uma vida.
Aliás, se é para proibir vícios alheios, o álcool deveria ser banido dos bares, né não? Como disse um anônimo no meu post "Pelo direito de fumar em paz", ninguém nunca viu uma manchete do tipo: "Fumou dois maços de cigarros no bar e, quando saiu, atropelou uma família que estava no ponto de ônibus". Tá, tudo bem, o título estaria muito grande e nunca seria usado desse jeito por nenhum jornal, ho. Mas é uma verdade.
Agora, eu fico me perguntando: que vida é essa que estes não fumantes neuróticos vivem? Será que eles só comem alimentos orgânicos, com muitas fibras e verduras, passam longe de carne vermelha, eliminaram a gordura, cortaram cafeína, se exercitam regularmente, moram em áreas longe da poluição de carros e indústrias, se abstêm totalmente de álcool E outras drogas, como os Big Macs e Coca-Colas da vida (para não falar de coisa pior)? Será que andam 24 horas por dia com seguranças, coletes à prova de bala, carros blindados? Será que eles, ao menos, têm vida sexual? Pois eu duvido.
No fim, meus caros, nada disso vai adiantar. O destino de qualquer um é um caixão. Exemplifico: o pai de um amigo bebeu sua pinguinha e fumou a vida inteira. Aos 76 anos, a família fez tanta pressão que ele parou com os dois. Uma semana depois, foi atropelado em frente à sua casa e morreu.
Quer outro exemplo ainda mais dramático? Meu pai nunca fumou, nunca bebeu, sempre se cuidou, fazia exames periódicos, trabalhava muito, não tinha uma vida sedentária. Hoje, está em cima de uma cama, com Mal de Alzheimer. Não fala, não anda, não se alimenta sozinho. Não reconhece nem a própria família. Tem apenas 75 anos, mas é quase um vegetal.
Não, obrigado. Vou viver a minha vida. Fumando, comendo carne vermelha e tomando meu vinhozinho. E, quando a morte chegar, ainda vou brigar com ela.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Aviso aos leitores

Queridos leitores, este blog NÃO é um blog especializado em política. Nem em nenhuma outra coisa. Eu escrevo o que me dá na cabeça. Se, por acaso, eu resolvo falar sobre política é apenas circunstancial. Então parem de me cobrar uma postura séria. Eu não sou séria, ho.

2012 ou você tem medo de morrer?

Esta semana, uma pessoa que eu nem conheço direito chegou em mim para reclamar que não deveria ter defendido o direito de fumar neste blog. Sua reclamação era que eu, como formadora de opinião, deveria pensar que estou dando mau exemplo para crianças e adolescentes, fazendo apologia ao fumo e, portanto, estimulando o vício. Ela não chegou a este ponto mas deu a entender que, em consequência da leitura do blog, estaria condenando milhões de inocentes à morte.
Tenho que confessar: fiquei pasma e até sem resposta na hora (difícil acontecer mas acontece). Gente, como sou má! Meu humilde bloguezinho ser responsável por um genocídio! Caraca, que responsa. Hitler deve estar se revirando na cova. Vai perder o posto de maior carrasco da humanidade para a Telma Elorza!
Naquele mesmo dia, li uma revista que trazia reportagem sobre a discreta histeria (histeria pode ser discreta?) sobre a tal da profecia maia do fim do mundo em 2012. O quê, você não sabe? Então deixa eu esclarecer: em 21 de dezembro de 2012, segundo os maias, vai ser a data do fim do mundo. Porque, neste dia, a Terra vai estar alinhada com o Sol e com o centro da galáxia, a Via Lactéa, onde está um buraco negro. Alguns cientistas já confirmaram que o fenômeno vai realmente ocorrer, como vem ocorrendo de 26 mil em 26 mil anos. Para os maias, este evento terá a força suficiente para que o mundo, como o conhecemos, desapareça totalmente.
Ufa! Você, leitor fantasma, não pode imaginar como fiquei aliviada. Afinal, não sou só eu que vou matar milhões de pessoas porque, um dia, reivindiquei o direito de fumar em paz.
Agora estou me sentindo bem de novo. Só acho uma pena que não vamos ter tempo de ver a Copa do Mundo no Brasil (pra quem não reconhece, isto é uma ironia, ok?).

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Ai, minha santa paciência! (*)

- Pedófilo é aquele cara que gosta de pés, né?
- Esse povo que tem muito dinheiro faz cada coisa absurda. Onde já se viu comprar um carro e mandar cortar? (Sobre uma Saveiro)
- Então, eu fui na Loja do Baú pra ver se tinha um liguificador mas tava mais caro que nas Lojas Bahia...
- Ai, menina, ele me deu uma surra de pau a noite inteirinha, tô toda assada...
- Que menina linda, linda! Ah, é menino?
- Adoro jacaré. Acarajé? Ah, é tudo fruto do mar mesmo....
- Eu vou fazer foto pra publicidade, vão colocar naqueles hot-dogs grandões!
- Eu disconcordo!
- A independência do Brasil foi decretada em 7 de setembro de 1889, por Dom Pedro I, então imperador de Portugal.
- Não gostei muito do Louvre, não. Só tem velharia lá.
- O morto foi encontrado tentando sair do carro.
- Ela estava viva quando morreu.
- Marilândia não é cidade que Elvis morreu?
- Eu se fodi!
- Vamos numa churrascaria? Tô a fim de encher o cu de carne!

(*)Infelizmente, todas estas bobagens já foram ditas ou escritas por alguém, algum dia. Pior, por gente com bom nível de escolaridade. Eu presenciei a maioria delas.