segunda-feira, 3 de maio de 2010

Pois é, deu pizza

Como o esperado, a Câmara de Vereadores de Londrina miguxou com a cassação do Rodrigo Gouvêa. E eles são loucos de cassarem um agora? Daqui a pouco pode ser a vez de um deles.
Enfim, nada de novo no front. Vamos esperar os próximos passos do MP.

sábado, 1 de maio de 2010

Jr. Mariano

Abri meu e-mail e tinha uma mensagem de um grande amigo meu, o Júnior. Ei-la:
"Simoni havia me dado um toque sobre o que você publicou ( "A comédia da falta de dinheiro"). Ela gostou. E eu também. Li hoje e acabei lendo o blog todo. Uia!!!!!!!!!!!!!! Bacana! Lerei sempre. Tentei deixar um comentário, mas não consegui. Portanto, em anexo, um billhetinho a uma amiga minha. " Eu gosto tanto dela, que é capaz dela gostar de mim".

E eis o que ele escreveu:

"Telma, minha amiga de há tempos!!!

A vida tem muitas coisas interessantes – a diversão, por exemplo, inclusive a diversão. O dinheiro faz uma falta do cão, mas na falta dele – do cão - a gente se vira como pode. E até dá risada.

Sobre sua postagem “A comédia da falta de dinheiro”, faltou você citar uma grande amiga minha que, ao consultar o saldo, tinha, se não me engano, R$ 0,44. Essa minha grande amiga, dura ou lisa ou lesa ou solta ou afortunada, é uma das minhas principais referências há quase 30 anos.

Eu amo essa minha amiga! Há tempos!! Olha só: a gente tem pouco, quase nada, um traço – atualmente - na conta bancária. Um traço, digamos, avermelhado. Mas havemos de atravessar e superar tudo. Tudo!!! Por otimismo fatal, como convém a quem "torto" financeiramente se encontra, ou por merecimento porque é necessário ter algum luxo por Deus - parafraseando Clarice Lispector (e é tão bom reler "Água viva" ou "A hora da estrela", dela).

Pois bem, eu desejo muitos sorrisos para minha grande amiga. Desejo também, se possível, um pensamento, volta e meia, dispensado a mim. Como esse dedicado no post. Elorza/Telmita, eu amo você, viu?! Vamos rir mais? Vamos juntar os centavos para beber e/ou comer? Sei lá, acho que temos muitas conversas e confidências para colocar em dia.

Beijos, bicota boa.

Jr. Mariano, Antônio"

Agora uma explicação:
O Júnior é uma das pessoas mais marcantes em minha vida de adulta. Foi uma das primeiras pessoas que conheci, quando cheguei a Londrina. Ficamos amigos logo de cara. Nestes anos todos, de um jeito ou de outro, ele esteve sempre presente em minha vida, nos bons e nos maus momentos. E, se Deus o quiser, vai continuar a ser, até ambos estarmos velhinhos. Juju, eu te amo, meu amigo. E você é sempre referência nos meus pensamentos e nas minhas histórias. Vamos beber, sim.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Até 2012, muita água vai rolar

Será realizado, no próximo dia 3, o julgamento do vereador Rodrigo Gouvêa (sem partido), no caso da contratação da tal funcionária fantasma. O relatório apresentado ontem, pela Comissão Processante, já deu indícios de qual vai ser o caminho tomado pelos nobres edis: uma bela duma pizza. Afinal, se um terço da Câmara está meio que com rabinho preso, será que vão querer votar uns nos outros? Duvido.
A lógica funciona assim: eu salvo ele e ele me salva. Imagina se vão ter culhão de votar pela cassação, sabendo que logo, logo, pode ser qualquer outro na berlinda. Nem o ano eleitoral garante uma ação mais corajosa.
Afinal, e daí que alguns possam ser prejudicados no sonho de ser deputado, não é mesmo? O cargo - e o salário - de vereador vai continuar até 2012, se o MP demorar para agir nas investigações. E a Justiça é leeeenta. Até 2012, muita água vai rolar, a memória do povo é curta e, enquanto isso, os nobres edis podem ir curtindo os benesses do cargo público.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Upgrade de última hora!

Com a ação civil pública contra a Sandra Graça, agora sobe para seis, SEIS, os vereadores investigados. Quase um terço (31%) da Câmara de Vereadores de Londrina. Desse jeito, vai faltar membros para as comissões processantes.

26% ou valhei-me, meu São Jorge!

Conte comigo: Rodrigo Gouvêa, Joel Garcia, Paulo Arildo, Jacks Dias e Tito Valle. Cinco, CINCO, dos 19 vereadores de Londrina estão sendo investigados pelo Ministério Público. Isso significa um pouco mais de um quarto (26%) dos vereadores tiveram condutas irrregulares em pouco mais de um ano de mandato. Acho que é algum recorde, né não? Na legislatura passada, os caras pelo menos esperaram até o último ano de mandato para começar a cair. Afe, minha Londrina não merecia tal coisa.
Cadê a tão sonhada renovação da Câmara de Londrina? Parece que os políticos aprendem, ainda no colo de suas mães, a querer levar vantagem em tudo, certo? A famosa Lei de Gerson, infelizmente, ainda não foi revogada. Basta conquistar um cargo público para por as manguinhas de fora. E, o pior, continuam sendo eleitos. Tenho que concordar com a infeliz declaração do Pelé, feita há trocentos anos: "O povo brasileiro não sabe votar".
Não sabe e vai continuar a não saber. Não há interesse da classe política em investir em educação, em formar cidadãos. Pra quê fazer isso, se um povo consciente não elege pilantra?
Com tantas "boas" notícias, só assim mesmo:
"Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.
Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo. São Jorge, rogai por nós!"

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Zonzura

Pelo que tenho lido, nos últimos dias, o prefeito Barbosa Neto - que nunca foi uma pessoa perfeitamente equilibrada e estável emocionalmente - perdeu o rumo. Pelo menos,o resto do pouco savoir faire que tinha. Desde que assumiu a prefeitura, ele vem se metendo em confusões e criando polêmicas com todo mundo. Arrumou confusão com os médicos, vereadores (que dizer do ex-líder dele na Câmara), depois com os contribuintes, os médicos de novo, e agora os jornalistas. Nossa, é muita gente pra irritar, né não?
O troca-troca (no bom sentindo) no secretariado também já tá dando zonzura. É tanta gente pulando de secretaria para secretaria, de diretoria para outra, que o negócio está uma bananosa só. O quê, uma nutricionista na agricultura? Hum, a lógica deve ter sido mais ou menos assim: agricultura = alimento, portanto alguém que entenda de alimentação. Mas o que falar de um agrônomo no Ippul, um advogado na de Obras, e um economista na Saúde? Zezuis, onde vamos parar? Bom, se tem jornalista como prefeito...acho que há mais degraus a descer. Infelizmente.
Londrina realmente anda sem sorte com seus dirigentes, nos últimos 20 anos, mais ou menos. Depois de Nedson, a mosca morta, pegamos um desequilibrado emocional. Isso me lembra alguém. Oh, nããão! Um Requiãozinho na prefeitura?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A mágoa do ex-governador

O ex-governador Roberto Requião está magoadinho com o Pessuti, que o substituiu no governo. O seu twitter (@requiaopmdb) é um poço de mágoa contra o ex-vice, que anda mexendo no secretariado. Mas isso não surpreende. Requião nunca aceitou que as pessoas tivesse ideias próprias. Se não concordar com ele, a pessoa é ironizada até a morte com suas piadinhas infames e agressividade gratuita. A imprensa que ousa criticar seus atos é sempre golpista ou vendida. Jornalistas que o questionam são beócios, em sua visão megalomaníaca. A minha visão do inferno é passar a eternidade ouvindo as tiradas prepotentes do Requião, ao som dos músicos peruanos.
Mas ele realmente acreditava que o Pessutão, amigo-de-fé-irmão-camarada de outros tempos, iria dar continuidade aos seus desvarios de Maria, a Louca? Na minha modesta opinião de repórter que já cobriu muito a área de segurança em Londrina, Pessuti mostrou discernimento ao tirar o Batatinha da Segurança. O Batatinha era mais doido que o chefe, mais real que o rei. Tinha(ou tem, ainda, sei lá) a prepotência dos que tem costas quentes. Pra mim, o cara só abandonou a carreira como promotor pela oportunidade de passar anos sendo chamado de "a mais alta autoridade policial do Estado", nos discursos, hoho. Deve ser algum complexo de baixinho.
O Batatinha nem sabia que existia Paraná fora de Curitiba. Isso, pelo menos, não é privilégio dele. Muitos outros políticos, principalmente quando assumem o governo do Estado, acreditam que o Paraná encolhe suas fronteiras até os limites da Região Metropolitana de Curitiba.
A sua substituição pelo coronel Aramis Serpa me pareceu ótima. Conheci Serpa pessoalmente, na minha carreira como repórter policial. E sempre me pareceu um homem sensato. Na minha modestíssima maneira de ver, era só disso que a segurança pública do Paraná precisava: sensatez. Faltou isso nos últimos 15 anos. Digamos que José Tavares, antecessor do Batatinha, no governo Lerner, também não era dos mais centrados. Discuti muito com ele. Era fácil demais tirar o homem do sério, hehe...
Era necessário sensatez para ver que, na segurança pública, o que precisa é de capital humano. Não adianta ter os mais modernos equipamentos e tecnologias para RESOLVER crimes. É preciso impedir que eles aconteçam colocando polícia nas ruas. Qualquer beócio sabe disso. Veja o caso de Nova York, por exemplo. Como fizeram a criminalidade cair numa megalópolis? Fácil de responder, né? Investindo no policiamento ostensivo. Depois que o crime acontece, pode até ser que se consiga prender os autores. Mas quem vai pagar a dor de ver um parente assassinado por causa do roubo de um carro?
Por isso, deixa o @requiaopmdb fazer beicinho, bater o pezinho, retuitar só os comentários dos seus "admiradores". Que se rasgue de frustração, hoho.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

A comédia da falta de dinheiro

Estava eu reclamando da vida pra um amigo, falando da falta crônica de dinheiro no fim do mês, quando ele me veio com uma história acontecida recentemente. Ri tanto, que quase fiz xixi nas calças. E decidi que tinha que repassar. Não sei se vou conseguir dar o tom com que foi contada, porque este meu amigo é um ótimo contador de histórias. Ele interpreta cada papel com uma riqueza de detalhes que poderia ser um ator. Mas, enfim, vamos a ela.
Segundo meu amigo, ele estava com exatos R$1,68 na conta corrente e crente que iria sair o pagamento naquele dia. Saiu do trabalho e foi a pé ao banco mais próximo, que nem ficava tão perto assim. Mas duro de tudo, não tinha opção. Chegou felizinho ao caixa eletrônico e.... nada. Continuava com um R$1,68 na conta. Sem ter o que fazer - nem dava pra voltar à firma para pedir dinheiro emprestado -, foi à pé para casa, coisa de mais de 30 quadras. Resmungou e reclamou todo o caminho, pensando na dureza que estava.
No dia seguinte, foi conferir com os colegas se o problema tinha ocorrido só com ele. E começou a ouvir uma série de infortúnios. "Agora imagine você, a S...., toda meiga que é, rodando o cartão do banco nas mãos e com uma carinha desconsolada porque ainda não tinha saído o pagamento. Ela me dizia: 'Isso nunca aconteceu antes', como se o banco tivesse broxado na hora H", me contou.
Um outro colega disse a ele que passou o maior carão ao abastecer o carro. O colega tinha ido levar alguém lá no cu do mundo e percebeu que estava sem gasolina. Chegou no posto, mandou abastecer R$50 e foi passar o cartão. "Só que dava senha inválida. Ele deixou o carro ali e foi num caixa eletrônico perto. Foi só aí que percebeu que o salário não tinha sido depositado. O saldo dele era de R$3,48", contou. O colega voltou ao posto e disse que o cartão estava com problemas. Teve que deixar o RG e o estepe no local. "Agora imagine a cena: ele todo envergonhado e o cara do posto gritando com outro do lado da rua: 'Ô fulano, tira o estepe deste daqui que ele vai deixar de caução'. Imagina a vergonha", disse. Mas, segundo ele, a saga não terminou ainda. Segundo meu amigo, o colega voltou no outro dia para pagar e resgatar documento e pneu. "E passou vergonha de novo, com o cara do posto gritando pro outro trazer o pneu da caução", contou.
Depois da história, ficamos eu e meu amigo lembrando dos perrengues que já passamos por causa de atrasos no pagamento ou de gente que demora a pagar os frilas. Rimos um montão. Mas isso agora, porque na época foi triste. Falta de dinheiro só é comédia quando a conta bancária está um pouquinho mais recheada.

segunda-feira, 29 de março de 2010

A educação e a gentileza

Tem certas coisas que, por mais que eu tente, não entendo mesmo. A falta de educação é uma delas. Gente, é tão difícil assim dizer obrigado, por favor, desculpe? Eu não acho. Porém, muita gente "boa" esquece destas três palavrinhas mágicas. E, pela minha experiência, quanto mais intelectualizada ou rica a pessoa for, maior a chance de ter amnésia na hora de ser gentil e educado com os outros. Isso é indisculpável, no meu modo de ver.
Na minha opinião, gentileza é chave de tudo, a que abre todas as portas, a que faz a vida valer a pena. O bom humor e a gentileza estão intimamente relacionados. A pessoa de bem com a vida e consigo mesmo é sempre mais gentil com os outros. O bom humor perdoa grosserias e esquece de dar o troco. Mas não é preciso estar sempre com um sorriso no rosto para ser gentil. A educação deve falar mais alto, sempre. E isso em todos os momentos da vida. Eu acho que até durante um assalto. Se você for gentil e educado com o bandido, menos chance de levar um tiro, né não?
Há algum tempo, vi uma cena que me deixou triste. Uma grande amiga minha, excelente professora, cheia de títulos e teses publicadas, humilhou publicamente uma funcionária. Tá, ela estava irritada, com problemas, e a funcionária cometeu uma falta razoavelmente grave. Mas eu fiquei indignada com o jeito que ela tratou a menina. Chamou de burra (o que, pra mim, é o pior insulto que pode existir. Nenhum outro, mesmo aquele que questiona a moralidade da mãe, é tão ofensivo quanto questionar a inteligência, a capacidade de raciocínio e, consequentemente, a capacidade de viver em sociedade)entre outras coisas, no meio de várias pessoas. A menina saiu em lágrimas.
Depois desse episódio, eu comecei a reparar em várias das atitudes desta minha amiga. E o que percebi é que ela tratava os funcionários subalternos - dela e dos outros - com arrogância. Nunca respondia aos cumprimentos vindo de faxineiras, zeladores, porteiros e flanelinhas. Vendedores, recepcionistas e auxiliares de escritórios eram mal suportados. Tinha sorrisos apenas para quem considerava igual ou superior a ela. Em troca, só conseguia má vontade e serviço mal feito. Tentei falar sobre a sua atitute e ela me olhou como se eu viesse de outro planeta. Disse que não tinha "tempo" a perder com quem não acrescentava nada na vida dela. Eu me inclui nesta categoria e deixei de vê-la.
Este foi só um exemplo. Mas presencei vários outros, com gente que pertence "à fina flor da sociedade londrinense". Um deles foi com a mulher de um empresário e grande pecuarista do Estado. Credo, que mulher mais grossa. Ele, que queria me contratar para um serviço, ficou a ver navios. Não trabalho com gente que se acha.
Eu conheço todos os porteiros da firma, bato papos animadíssimos com eles quando saio pra fumar um cigarrinho; me relaciono muito bem com as faxineiras (até combinei ir em um forró com uma delas, que acho divertidíssima), peço desculpas quando não tenho uma moeda para dar ao mendigo na rua; converso com flanelinhas; sou educada com todo mundo, independentemente de sua classe social. Trato o governador ou o garçon com o mesmo respeito. Não, isso não é verdade. Respeito mais o garçon, ho. Ele está ganhando a vida honestamente. O que é mais do que a gente pode dizer da maioria dos políticos. Sempre agradeço e elogio por qualquer serviço feito a mim, mesmo aqueles que a gente considera obrigação funcional, como o de funcionários públicos.
A vida já é muito difícil para que a gente crie ainda mais dificuldades para ela. Por isso, pense bem como você trata os outros, meu leitor. Um sorriso e um obrigado podem fazer milagres na sua vida.

PS - Para quem não entendeu nada neste post estilo Danuza Leão, quero dizer que é só um protesto contra o governador Roberto Requião e sua grosseria com os jornalistas, que cumprem sua função com dignidade. E isso é mais do que a gente pode falar dele. Se alguém acha louvável os destemperos deste homem, continue votando nele. No mínimo, deve ser igual.

quarta-feira, 24 de março de 2010

domingo, 21 de março de 2010

#Senna50anos

Essa babação de ovo em cima dos 50 anos do Ayrton Senna já deu, né? Twitter, TV, rádios, jornais, todos lembrando o "ídolo" Senna. Tá, mas ídolo porquê? Porque foi tricampeão mundial? E daí? Nelson Piquet também foi. Emerson Fittipaldi foi bicampeão. Aliás, Emerson deveria ser mais reverenciado, foi o primeiro brasileiro campeão na F1, abriu caminho para todos os brasileiros que vieram depois. José Carlos Pace foi outro que merecia ser mais lembrado. A única diferença é que Senna morreu em frente às câmaras da Globo e o Galvão Bueno tava narrando.
Acho uma besteira tão grande gente endeusando pessoas comuns que não contribuiram em nada para o crescimento da civilização. Tá, o Senna foi um grande piloto? É, deve ter sido. Mas não melhor que outros. Se fosse, não teria morrido num acidente besta, né não? O Schumacher continua vivo e isso, pra mim, já é prova suficiente que o alemão era melhor que ele.
Aí vem alguém me falar que ele criou uma fundação para ajudar na educação. Oh, nossa, que coisa, não? Pra começo de conversa uma fundação ajuda muuuuito a reduzir impostos. Pergunte pro seu contador. Foi isso que levou a Xuxa Meneghel a criar a dela. Tá, tá ajudando muitas crianças? Tá, sim. E bato palmas pra isso. Só que não foi o Senna quem criou o Instituto Ayrton Senna e sim, a irmã dele, Viviane. É ela quem toca, cuida, orienta, arrecada fundos, enfim, dá vida à fundação. Ela sim, merecia ser cultuada, elogiada, ter os aniversários anotados. Se ela capitalizou o nome famoso do irmão, beleza, está rendendo frutos bons.
Essa babação de ovo toda deveria ser, sim, pra ela, Viviane Senna. Essa merece ser lembrada como um ídolo. Porque ela faz a diferença no mundo. O irmão, não.

sábado, 20 de março de 2010

Como irritar um governador

Pra felicidade geral dos meus cinco leitores, estou de volta. Nossa, não esperava tanta manifestação por conta da minha preguiça em escrever, hehe. Sem contar os comentários dos amigos e anônimos publicados no último post, recebi várias outras reclamações - pessoalmente - por ficar tanto tempo sem dar as caras por aqui, he. Foi bom. Faz bem ao ego saber que que minhas humildes Reminiscências conquistou alguns leitores fieis (caiu o acento? acho que sim, é ditongo aberto, afe!)
Porém, pessoas, tentem lembrar que isto aqui é um passatempo para mim. Ao contrário de alguns blogueiros amigos [né, seu Paçoca], eu não ganho dindim com meu blog. E, infelizmente, não ganhei na megasena. Portanto, tenho que cuidar da minha sobrevivência, ho. Foi um período complicado, como muita gente me pedindo orçamento para assessorias (oba!), muitas reuniões e, claro, meu trabalho no JL. Além de uns probleminhas pessoais, só pra dar um gostinho amargo. Mas, enfim, tudo na vida é passageiro, menos o motorista e o cobrador.
Neste mais de um mês que fiquei afastada, aconteceram várias coisas na minha vida. A mais engraçada você pode lido no Baixo Clero, que foi a minha briga com o governador Roberto Requião pelo Twitter. (Sim, eu tenho Twitter e escrevo mais que aqui. Portanto, se quiser ficar sabendo das últimas e dos meus mais ácidos comentários, me siga, hoho).
O Requião tuiteiro é um fanfarrão, hehe. Adoro. E a briga foi mais ou menos o seguinte: ele não gostou quando indaguei porque ele passava tanto tempo no Twitter se, teoricamente, ele ainda teria um Estado para governar. Ele me respondeu que quem tuitava para ele era Genival José, um assessor, quando estava ocupado. Aí eu perguntei se o Genival José era seu secretário de Estado para Assuntos Twitteiros e se seu cargo e salário constava no site da Transparência, he. Bravinho, Requião me deu unfollow, ou seja, não recebo mais o que ele tuita. Mas não tem importância. Eu aindo confiro tudo o que ele escreve mesmo assim. E agora comecei a contagem regressiva para sua saída do governo, ho.
Dia 1 de abril, ele entrega o cargo ao Pessuti. Nada me tira da cabeça que a data foi escolhida a dedo. No meio da cerimônia ele vai gritar: "Te peguei, 1 de Abril! Vão ter que me aturar!" Hoho, fanfarrão como sempre.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Mediação no blog, que merda!

Caros leitores, estou iniciando o serviço de mediação nos comentários. Agora, antes de ser publicado, o comentário vai passar por meu crivo pessoal. Vocês podem continuar me xingando sem problemas. Não vou censurar. Mas não vou admitir injúria, calúnia e difamação aqui.
Tenho dito.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Eu faço o que gosto. E ponto.

Esta semana, duas pessoas bem diferentes entre si, mas ambas bem sucedidas em suas profissões, chegaram a mim e confessaram que o sonho da vida delas era ser jornalista. E que adoravam minhas matérias no JL porque era aquilo que queriam estar fazendo: denunciando problemas, ajudando a melhorar o mundo. A sinceridade de ambas me pegou de surpresa. Não era a bajulação normal que a gente recebe, em alguns momentos, por alguns que querem conquistar nossa simpatia e, portanto, sair bem na foto. Ou na matéria. Até porque os dois não precisam disso. Eles têm de sobra bajuladores pendurados nos seus respectivos sacos.
Mas como assim? Dois caras importantes, com carreiras sólidas e grande influência, até política, sonhando a vida inteira seguir uma profissão diferente daquelas que lhe trouxe sucesso e poder? E jornalismo, ainda por cima? Uma profissão que paga mal, que obriga os pobres coitados a pegar dois ou até três trabalhos ao mesmo tempo para ter uma vida razoavelmente decente, que dá muita dor de cabeça e muito pouco reconhecimento (com exceção, é claro, de alguns globais)? Que sempre leva a culpa pelas cagadas alheias (afinal, a culpa é sempre da imprensa golpista, não é mesmo, sr. Requião?)?
Mas eu entendo os dois e fiquei sensibilizada. Deve ser triste ter um sonho de profissão e não poder realizá-lo, mesmo com todo dinheiro do mundo. Apesar de todos os contras da profissão, sou também apaixonada por jornalismo. Desde os meus 10 anos, eu sabia que seria jornalista. Enquanto meus amigos sonhavam em ser astronautas, médicos e engenheiros, eu lia jornais, assistia noticiários e estava por dentro de tudo que rolava no mundo. Nunca soube (e ainda não sei) quem era a banda do momento. Nunca me liguei em detalhes técnicos de filmes, a não ser se gostava ou não da história. Mas sabia tudo o que estava rolando na política nacional e internacional, na economia, na cidade.
Eu gosto daquilo que eu faço. E gosto ainda mais quando estou numa redação, trabalhando como repórter. Me divirto trabalhando, tenho paixão por reportagens e nunca recuso uma pauta. Qualquer pauta pode ser uma boa pauta, na minha opinião, desde que você a faça com prazer. Sofro, sim, com a falta de dinheiro. Mas não a trocaria mesmo que isso significasse mais dinheiro. Eu acho que a gente tem que fazer, sempre, aquilo que dá prazer. E o jornalismo ainda me dá prazer.

sábado, 30 de janeiro de 2010

O tempo e o diploma

Foi só pra mim ou você também acha que janeiro passou voando? Antigamente (e bota antigamente nisso) parecia que um mês demorava um ano para passar. Um ano, então, levava uma década. Enfim, você, que tem mais de 40, deve entender o que estou falando. Se não tem, um dia vai entender. Pode esperar.
Bom, e porque estou escrevendo isso? É que sexta-feira, dia 29, meu filho se formou na faculdade. Ou seja, tô realmente ficando velha. Nem o nascimento do meu neto, há quase três anos, me deu esta consciência. Principalmente porque hoje, mulheres de 30, 34 anos já são avós. Mas vê-lo, ali, no Moringão, de beca, no mesmo lugar em que eu colei grau, há trocentos anos, me emocionou um monte. Principalmente porque ele foi na minha formatura, ainda um bebê de um ano e poucos meses. Agora era ele ali, no meu lugar.
Além desta constatação básica de que o tempo passou, a formatura do meu filho me deu também uma satisfação profunda, tipo dever cumprido, sabe? Acho que qualquer pessoa com filhos pode entender facilmente o que estou sentindo. Quando a gente tem filhos, faz o que pode e - às vezes - até o que não pode para criá-los bem, dar-lhes uma boa educação, um futuro melhor. A maioria dos pais tenta tornar suas crianças gente decente, que valha a pena ser chamados de seres humanos. Às vezes, nem sempre consegue.
Eu, me orgulho de dizer, consegui, apesar das minhas falhas como pessoa e até como mãe. Tá, tive ajuda do pai dele, por um bom período. Mas a bucha grossa caiu sempre nas minhas costas. Fui eu quem teve que falar de sexo, masturbação, aids e drogas com ele. Fui eu quem chamou a atenção e corrigiu os erros e também quem apoiou e deu os parabéns pelos acertos. Fui eu quem estimulou ele a estudar e ser alguém. Fui eu quem o fez crescer até se tornar um homem bom, sem preconceitos, de mente aberta e responsável pelos seus atos. Calma, ele não é perfeito. Tem falhas, sim, como todo mundo. Mas, de modo geral, posso dizer que fiz um bom trabalho.
Tudo que eu podia fazer por ele, eu fiz. Agora, é a vez dele fazer o máximo pelo filho. E eu vou estar atrás, sempre, dando meu apoio. Porém, a bola está com ele. Meu trabalho está feito.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

ExpoLondrina, delícia.

Fui, por obrigação de ofício, à coletiva da Sociedade Rural de Londrina sobre a ExpoLondrina 2010. E muito me surpreendi em ver o auditório cheio, teoricamente, de coleguinhas. Nossa, mas como surgem veículos de comunicação em Londrina, não é mesmo? Principalmente em época de Expo, ho.
Aliás, vou confessar. Adoro a Expo. Curto muito este clima ruralista que toma conta da cidade. Eu, como uma legítima caipira do interiorrrr paulista, me sinto em casa. Colegas torcem o nariz mas eu me divirto sempre. E trabalho bem feliz pisando em bosta de vaca e escutando sertanejo o dia inteiro na Rádio Rural.
Também, pudera. Aquilo lá é quase minha casa. Trabalho na assessoria de imprensa da Expo desde 1992, quando ainda usávamos máquinas de escrever e fax para transmitir matérias, he. De lá pra cá, só fiquei dois anos afastada. No meu começo, as ruas da Rural não eram todas asfaltadas; para achar um entrevistado tínhamos que caminhar horas pelo Parque Ney Braga. Eu abençoei o inventor do celular, ho.
Uma vez, quando a responsabilidade de credenciar os veículos ainda era da Assessoria de Imprensa, ficamos abobados com o número de pedidos de credencial. Era coisa em torno de 1200 solicitações para mais de 200 veículos. Tinha até jornal de escola pedindo credencial e na relação de profissionais vinha o nome de uma família inteira. O sonho de consumo de muitos londrinenses era ter uma credencial da Expo. A política da diretoria da época colaborava porque a ordem era "libera geral". E a gente liberava. Depois que puseram ordem na zona, he. E, felizmente, tiraram da Assessoria a responsabilidade.
Em um destes anos na assessoria, briguei como então repórter do jornal O Estado do Paraná, Homero Barbosa Neto (sim, o prefeito). O repórter Barbosa queria uma credencial de estacionamento para o carro particular dele. E não entendia que eu não tinha estas credenciais para ceder. Ele ficou muito bravo e foi grosso comigo. Eu, a mais fina flor de educação suíça, mandei ele para um lugar bem interessante, ho. Hoje seria desacato?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Mentes tacanhas

Foi só o Claudião publicar esta foto aqui pras mentes tacanhas desta cidade - que quer ser metrópole - começarem a aparecer. Alguns comentários me deixaram atônita. Gente, quiquié isso?
Como, em 2010, alguém ainda chama homossexualismo de aberração? Como tem gente que acha que um programa de TV vai influenciar nossos filhos a serem gays? Fiquei absurdada com opiniões tão retrógradas de uma gente que se diz tão esclarecida e politizada. Londrina está provando, mais uma vez, que é um sítio, desses bem perdidos no meio do matagal, onde o auge da diversão é atirar em onças. Credo, que decepção.
Alguns dos meus melhores amigos são gays. São pessoas ótimas, carinhosas, honestas, trabalhadoras, inteligentes, divertidas, muito melhores e com mais caráter - por sinal - que algumas de nossas autoridades.
E daí que gostam de dar o cu? É deles. Não tão tirando de ninguém para isso. E daí que se apaixonam por pessoas do mesmo sexo? Quando formam casais, são muito mais estruturados psicologicamente que a maioria dos casais heteros. Não podem ter filhos? Eles adotam e dão muito amor e respeito a crianças que a maioria trata como lixo social. Às vezes, dão mais amor que os próprios pais biológicos, que estupram, abusam e enfiam agulhas em bebês.
Esse povo que gosta de usar Deus para justificar seus preconceitos deveria pensar duas vezes antes de usar o nome Dele em vão. Ou então, o Deus deles não é o mesmo que o meu. O meu Deus é amor e e Ele não tá muito preocupado com coisas menores como quem está trepando com quem.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Auto-retrospectiva

No último dia do ano, de qualquer ano - desde que me lembro por gente -, sempre me pego fazendo um balanço dos 364 dias anteriores. Este ano não foi diferente. E, depois de fechado o balanço, posso dizer que, pra mim, 2009 foi mediano. Um ano que não fez tanta diferença assim e que não vai fazer falta.
2009 foi uma merda em determinados sentidos e ótimo em outros. A merda ficou para a área financeira e profissional. Começou com a crise econômica mundial que fudeu com alguns trabalhos, que foram cancelados. Nunca, em toda minha vida profissional, passei tantos meses sem fazer frilas em assessoria de imprensa, textos comerciais, folders, e etc. E os poucos que apareceram me deram prejuízo. Tomei dois calotes monumentais que ferraram com minha conta bancária.
Profissionalmente, a coisa deu sinais que iria melhorar no final do ano, quando veio a notícia de que o Paraná Shimbun iria fechar. Doeu. Não tanto por perder o emprego -claro que isso conta também - mas pelo fato da cidade perder mais um jornal. E não um jornal qualquer, mas um jornal que tem 60 anos de tradição e história. Enfim, eu e Mahoko Kasuya (a proprietária) estamos fazendo de tudo para tentar salvar o jornal, mesmo que eu não faça mais parte de sua história. Estou atrás de investidores ou até interessados em comprar um jornal bem legal. Ah, e de emprego também, he.
Na vida pessoal, o ano foi bom, ainda bem. Fiz novos amigos, revi velhos amigos, me apaixonei, me desapaixonei, enfim, aquelas coisas de sempre. Hoje, meu coração vazio voa vadio feito uma pipa no ar.....(hohoho, como diz a velha música do Boca Livre) Mas o principal é que fecho o ano na boa, sem mágoas ou rancores. Não, rancor tem sim, mas só do ex-marido que foi um canalha com o filho o ano inteiro. Ele é o único que quero que se foda em 2010, hahaha. No resto, tô de boa.
Enfim, é isso. Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. 2010 vai ser muito melhor. E se alguém estiver precisando de uma jornalista competente (à merda com falsa modéstia: sou muito boa naquilo que faço) e experiente, é só entrar em contato, he.
Beijo para todos os amigos que me visitam aqui e um especial para você, Zé Ricardo, meu primo e meu irmão.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Apareceu a margarida!

Êeeeeee, povo, ó eu aqui de volta. Sim, tô viva. Não, ainda não fui à pqp. Bom, as férias foram óteemas! Me diverti muito, namorei muito, li muito e só cocei muuuito. Não, elas não duraram dois meses, como pode parecer pelo meu último post. Só não andava com muito saco pra postar. Voltar de férias me deixa irritada, ho.
Bom, voltei. E as notícias não são nadas boas. Deixa eu ver por onde começar...hum, acho que pelo cigarro, né não?
Depois que esta lei antitabagismo entrou em vigor, povo anda neurótico. Como assim, não pode fumar no estacionamento do Valentino???? Porra, aquilo lá é tudo aberto... Como assim, tem que ir pra outra calçada e não aquela que fica a 10 metros da marquise do shopping Catuaí? Como assim não pode pegar a cadeira do bar e fumar sentado na calçada? Nossa, a multa de cinco mil reais tá deixando os donos de bar ansiosos...
Seria interessante que multassem em cinco mil pacotinhos também o dono do bar que deixasse o cliente sair embriagado, né não? Ou talvez cobrar cinco mil mangos do cara que fosse pego dirigido alcoolizado. Afinal, matar por matar inocentes, um bebum mata muito mais rápido que um fumante, né não? Meu cigarrinho gera uma multa de R$ 5 mil e se eu for pega dirigindo beuba, vou pagar só R$950. Corretíssimo, sr. Requião.
Enfim, não tão deixando fumar nas cadeias e nos hospícios. Incoerência, né não? Ali o povo nem pode ir pra calçada acender seus caretinhas. Logo, logo vai ter milhões de rebeliões. Vai ter doido soltando fumacinha de raiva. Enfã, quem pariu Inês que a embale.