quinta-feira, 28 de maio de 2015

terça-feira, 10 de abril de 2012

A capacidade de mimetismo

Mais um dia correndo atrás de secretários municipais. Sei lá que acontece com esse povo, viu? Basta o Ministério Público protocolar (mais) uma açãozinha de improbidade administrativa para o povo sumir no cenário. Acho que os auxiliares do atual prefeito são escolhidos, não pela capacidade técnica, diplomática ou de liderança, mas pelo mimetismo. Imagino o cara entrevistando um futuro secretário: “Sabe desaparecer em momentos críticos? Tá contratado”. HO!
Conseguir conversar com o presidente da CMTU é mais difícil que conseguir uma audiência exclusiva com o Papa. Bento XVI tá facinho, facinho perto dele. Arrancar alguma informação da Gestão Pública? Só a fórceps. A ex-secretária de Educação e agora candidata a candidata era mestre em desaparecer. E os assessores? Nunca sabem onde os chefes estão. Não sabem, não viram, não ouviram nada. Sabe aqueles três macaquinhos com as mãos na boca, olhos e ouvidos? Então.
Aliás, os assessores são um capítulo à parte. Um assessor que não sabe onde o chefe está devia ser demitido a pontapés. E aquele assessor de imprensa que não é e nunca foi jornalista e que já admitiu, para mim, que foi “elevado” ao cargo para atrapalhar a imprensa? Afe. Tenho nem palavras para descrever. Minto, tenho palavras sim. Mas se colocar aqui posso sofrer um processo, HO!
O problema é que, se todo esse povo fosse – PELO MENOS – eficiente, ninguém teria do que reclamar. Mas eles fazem um monte de lambança em suas pastas e quando os jornalistas vão pedir explicações, somem. Desaparecem. Não atendem telefones. E se a gente solta a matéria SEM a versão oficial, nós é que somos os malvados. Imprensa má, má! Ruim, somos todos uns crápulas. HO! Tadicos deles, neám?

sábado, 7 de abril de 2012

Sobre furacões

Tem pessoas que passam pela vida da gente como um furacão. Chegam derrubando tudo, levantando poeira, tirando o fôlego. Com essas pessoas, não tem meio termo. Ou você se entrega e voa sem rumo ou se ancora em algo, bem pesado, que lhe mantenha os pés no chão.
Mas a energia dos furacões é destrutiva. Eles só tomam, nunca dão. A liberdade de voar não compensa o sofrimento que causam. Os furacões não têm objetivos a não ser o de ser livres. São fenômenos que precisam do SEU calor para sobreviver. E quando ganham muita força, transformam-se em catástrofes sentimentais.
Um Katrina passou recentemente pela minha vida. Me deixou estremecida, fez balançar minhas fundações. E quase voei. Mas meus pés estão bem plantados no chão. Sei exatamente o que me ancora. E percebi os ventos mudarem antes de ser lançada aos ares. Consegui escapar – por pouco - antes que o rastro de destruição fosse maior.
Quero voar, sim. Mas em um voo bom, que me faça bem. Não em uma coisa louca, girando feito um pião, esperneando e bracejando sem ter onde me segurar. Quero planar, não ser arremessada por uma catapulta. Quero serviço de bordo e não ficar emendando as asas com cuspe e chiclete. Furacões? Never more.

sábado, 31 de março de 2012

Diálogo

- Amiga!
- Fala.
- Preciso de um conselho...
- Fala aí, oras.
- Olha pra mim!
- Tá, o que é?
- Cê não vai acreditar!
- Fala logo, pô.
- Tô indo pro motel!
- Beleza, e quiqui eu tenho a ver com isso?
- Tô menstruada.
- E daí?
- E que que eu faço?
- Fica dentro da banheira de hidromassagem e pronto. Tá resolvida a situação.
- E se não tiver banheira?
- Se não tiver, manda o cara escolher outro motel. Um com banheira.
- E se ele tiver duro?
- Paga você.
- Eu? Pagar motel? Tá louca?
- Fi, quem tá louca pra dar é você, que vai num motel menstruada.

sábado, 2 de abril de 2011

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A mãe, não!

Eu sabia que escrevendo sobre o PT ia ter muitas reações contrárias e agressivas. Mas por a mãe no meio é demais, neám, gentes? Então vamos combinar: vocês me xinguem à vontade. Pode me chamar do que quiser, mas deixe minha santa mãezinha de fora que, coitada, não tem nada a ver com isto. Vou deletar todos do tipo que aparecer, ok?
Agora, o que eu acho engraçado é que todo mundo acha o Lula um santo, vêm falando dos milhões de pobres que ascenderam à classe média, sairam da linha da miséria, etc, etc, etc. Dá até sono. Tá, não tô questionando o bolsa-esmola, que ajudou quem não tinha nada pra comer. Porém, o restante é tudo consequência exatamente daquilo que eu já expliquei no post anterior.
O que nenhum petista radical me explica é o Delúbio, Genoíno, Erenice e Dirceu, entre outros. Nenhumzinho sequer toca no assunto. Preferem me atacar e a minha mãe do que sequer mencionar os companheiros. Isto quer dizer que o Lula inaugurou uma nova linha de "rouba mas faz" do Maluf? Pode desviar, corromper, enfiar dólares na cueca, fazer mensalões, por parentes em cargos públicos, DESDE que o bolsa-família seja mantido?

Coletiva da Dilma

Alá o CPMF de novo em pauta, gente. Tudo pelo social, ho!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Nem a pau!

Passadas as eleições, acho que posso voltar a me manifestar aqui. Sinceramente, estava com o saco cheio da briguinha de criança entre Serra e Dilma: "Você fez isto!" e "É mentira, você que fez!". Afe, coisa mais baixo nível. Nem merecia ser citado. E, infelizmente, era isso que iria acabar acontecendo. Enfim, dona Dilma venceu. Tô feliz com isto? Nem um pouco. Mas tenho que reconhecer que também não estaria lá muito feliz com Serra. Só que, por princípios, não voto no PT. Ainda prefiro o careca. Ponto.
Estávamos tendo uma discussão sobre política, dias antes do segundo turno, na redação. Amigo meu de longa data e petista de carterinha, destes da velha guarda, me questionou. "Enfim, por que não gosta do PT? Você é assalariada também!". Sim, sou. E nem por isto sou contra os patrões. Aquela velha máxima socialista, comunista ou sei lá o que "quem bate o cartão não vota em patrão" nunca me pegou.
Porque eu conheço os dois lados. Sou assalariada mas minha vida inteira vi meu pai, que era patrão, lutando pra pagar impostos, cumprir todas as obrigações trabalhistas, se esforçando para pagar melhor seus funcionários. Eu ajudei ele muitas vezes com a contabilidade pra ter uma ideia do que era ser patrão, numa época que não existia Supersimples. Só quem tem uma empresa sabe como é difícil se manter à tona com os impostos comendo praticamente tudo. A não ser que você tenha um banco, que lucro de bilhões, o empresariado sofre para viver dentro da legalidade.
O PT, com seu discurso voltado para o social, nunca fez nada para reduzir a carga tributária brasileira, o que poderia gerar mais empregos e aí sim promover uma verdadeira revolucão. Pelo contrário, brigou para manter a CPMF e já fala em um novo imposto pra ajudar a saúde. Sim, pois é. O PT, quando era oposição, atirava pedras, pedia a cabeça dos corruptos. Virou vidraça e não fez nada para punir os "companheiros". Pelo contrário, protege até hoje Josés Dirceu e Genoíno, Delúbio, Erenice e tantos outros.
Na minha humilde opinião, um partido como o PT que, por anos foi a verdadeira oposição e bússola moral (olha só, que bonito!) da política brasileira, tinha que ser, no poder, quase que messiânico. Não foi. Perdeu a chance e a moral. Pelo menos comigo. Votei no Nedson em 2000 e no Lula em 2002. E olha só o que aprontaram. Nedson, o prefeito mais ausente e ineficiente de Londrina. E Lula, o que não sabia de nada. Duas grandes decepções.
Dilma, com seu jeito meigo de pitbull fêmea, também não me traz confiança. Nem o fato de ser a primeira presidente mulher me anima. E daí? A mulherada não precisa provar mais nada pra ninguém. E caráter, honradez, honestidade e uma real preocupação com o povo independe de sexo. Afinal, ninguém governa com o pau, neám? Pelo menos, eu espero que não.