terça-feira, 27 de abril de 2010

Até 2012, muita água vai rolar

Será realizado, no próximo dia 3, o julgamento do vereador Rodrigo Gouvêa (sem partido), no caso da contratação da tal funcionária fantasma. O relatório apresentado ontem, pela Comissão Processante, já deu indícios de qual vai ser o caminho tomado pelos nobres edis: uma bela duma pizza. Afinal, se um terço da Câmara está meio que com rabinho preso, será que vão querer votar uns nos outros? Duvido.
A lógica funciona assim: eu salvo ele e ele me salva. Imagina se vão ter culhão de votar pela cassação, sabendo que logo, logo, pode ser qualquer outro na berlinda. Nem o ano eleitoral garante uma ação mais corajosa.
Afinal, e daí que alguns possam ser prejudicados no sonho de ser deputado, não é mesmo? O cargo - e o salário - de vereador vai continuar até 2012, se o MP demorar para agir nas investigações. E a Justiça é leeeenta. Até 2012, muita água vai rolar, a memória do povo é curta e, enquanto isso, os nobres edis podem ir curtindo os benesses do cargo público.

domingo, 25 de abril de 2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Upgrade de última hora!

Com a ação civil pública contra a Sandra Graça, agora sobe para seis, SEIS, os vereadores investigados. Quase um terço (31%) da Câmara de Vereadores de Londrina. Desse jeito, vai faltar membros para as comissões processantes.

26% ou valhei-me, meu São Jorge!

Conte comigo: Rodrigo Gouvêa, Joel Garcia, Paulo Arildo, Jacks Dias e Tito Valle. Cinco, CINCO, dos 19 vereadores de Londrina estão sendo investigados pelo Ministério Público. Isso significa um pouco mais de um quarto (26%) dos vereadores tiveram condutas irrregulares em pouco mais de um ano de mandato. Acho que é algum recorde, né não? Na legislatura passada, os caras pelo menos esperaram até o último ano de mandato para começar a cair. Afe, minha Londrina não merecia tal coisa.
Cadê a tão sonhada renovação da Câmara de Londrina? Parece que os políticos aprendem, ainda no colo de suas mães, a querer levar vantagem em tudo, certo? A famosa Lei de Gerson, infelizmente, ainda não foi revogada. Basta conquistar um cargo público para por as manguinhas de fora. E, o pior, continuam sendo eleitos. Tenho que concordar com a infeliz declaração do Pelé, feita há trocentos anos: "O povo brasileiro não sabe votar".
Não sabe e vai continuar a não saber. Não há interesse da classe política em investir em educação, em formar cidadãos. Pra quê fazer isso, se um povo consciente não elege pilantra?
Com tantas "boas" notícias, só assim mesmo:
"Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.
Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo. São Jorge, rogai por nós!"

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Zonzura

Pelo que tenho lido, nos últimos dias, o prefeito Barbosa Neto - que nunca foi uma pessoa perfeitamente equilibrada e estável emocionalmente - perdeu o rumo. Pelo menos,o resto do pouco savoir faire que tinha. Desde que assumiu a prefeitura, ele vem se metendo em confusões e criando polêmicas com todo mundo. Arrumou confusão com os médicos, vereadores (que dizer do ex-líder dele na Câmara), depois com os contribuintes, os médicos de novo, e agora os jornalistas. Nossa, é muita gente pra irritar, né não?
O troca-troca (no bom sentindo) no secretariado também já tá dando zonzura. É tanta gente pulando de secretaria para secretaria, de diretoria para outra, que o negócio está uma bananosa só. O quê, uma nutricionista na agricultura? Hum, a lógica deve ter sido mais ou menos assim: agricultura = alimento, portanto alguém que entenda de alimentação. Mas o que falar de um agrônomo no Ippul, um advogado na de Obras, e um economista na Saúde? Zezuis, onde vamos parar? Bom, se tem jornalista como prefeito...acho que há mais degraus a descer. Infelizmente.
Londrina realmente anda sem sorte com seus dirigentes, nos últimos 20 anos, mais ou menos. Depois de Nedson, a mosca morta, pegamos um desequilibrado emocional. Isso me lembra alguém. Oh, nããão! Um Requiãozinho na prefeitura?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A mágoa do ex-governador

O ex-governador Roberto Requião está magoadinho com o Pessuti, que o substituiu no governo. O seu twitter (@requiaopmdb) é um poço de mágoa contra o ex-vice, que anda mexendo no secretariado. Mas isso não surpreende. Requião nunca aceitou que as pessoas tivesse ideias próprias. Se não concordar com ele, a pessoa é ironizada até a morte com suas piadinhas infames e agressividade gratuita. A imprensa que ousa criticar seus atos é sempre golpista ou vendida. Jornalistas que o questionam são beócios, em sua visão megalomaníaca. A minha visão do inferno é passar a eternidade ouvindo as tiradas prepotentes do Requião, ao som dos músicos peruanos.
Mas ele realmente acreditava que o Pessutão, amigo-de-fé-irmão-camarada de outros tempos, iria dar continuidade aos seus desvarios de Maria, a Louca? Na minha modesta opinião de repórter que já cobriu muito a área de segurança em Londrina, Pessuti mostrou discernimento ao tirar o Batatinha da Segurança. O Batatinha era mais doido que o chefe, mais real que o rei. Tinha(ou tem, ainda, sei lá) a prepotência dos que tem costas quentes. Pra mim, o cara só abandonou a carreira como promotor pela oportunidade de passar anos sendo chamado de "a mais alta autoridade policial do Estado", nos discursos, hoho. Deve ser algum complexo de baixinho.
O Batatinha nem sabia que existia Paraná fora de Curitiba. Isso, pelo menos, não é privilégio dele. Muitos outros políticos, principalmente quando assumem o governo do Estado, acreditam que o Paraná encolhe suas fronteiras até os limites da Região Metropolitana de Curitiba.
A sua substituição pelo coronel Aramis Serpa me pareceu ótima. Conheci Serpa pessoalmente, na minha carreira como repórter policial. E sempre me pareceu um homem sensato. Na minha modestíssima maneira de ver, era só disso que a segurança pública do Paraná precisava: sensatez. Faltou isso nos últimos 15 anos. Digamos que José Tavares, antecessor do Batatinha, no governo Lerner, também não era dos mais centrados. Discuti muito com ele. Era fácil demais tirar o homem do sério, hehe...
Era necessário sensatez para ver que, na segurança pública, o que precisa é de capital humano. Não adianta ter os mais modernos equipamentos e tecnologias para RESOLVER crimes. É preciso impedir que eles aconteçam colocando polícia nas ruas. Qualquer beócio sabe disso. Veja o caso de Nova York, por exemplo. Como fizeram a criminalidade cair numa megalópolis? Fácil de responder, né? Investindo no policiamento ostensivo. Depois que o crime acontece, pode até ser que se consiga prender os autores. Mas quem vai pagar a dor de ver um parente assassinado por causa do roubo de um carro?
Por isso, deixa o @requiaopmdb fazer beicinho, bater o pezinho, retuitar só os comentários dos seus "admiradores". Que se rasgue de frustração, hoho.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

A comédia da falta de dinheiro

Estava eu reclamando da vida pra um amigo, falando da falta crônica de dinheiro no fim do mês, quando ele me veio com uma história acontecida recentemente. Ri tanto, que quase fiz xixi nas calças. E decidi que tinha que repassar. Não sei se vou conseguir dar o tom com que foi contada, porque este meu amigo é um ótimo contador de histórias. Ele interpreta cada papel com uma riqueza de detalhes que poderia ser um ator. Mas, enfim, vamos a ela.
Segundo meu amigo, ele estava com exatos R$1,68 na conta corrente e crente que iria sair o pagamento naquele dia. Saiu do trabalho e foi a pé ao banco mais próximo, que nem ficava tão perto assim. Mas duro de tudo, não tinha opção. Chegou felizinho ao caixa eletrônico e.... nada. Continuava com um R$1,68 na conta. Sem ter o que fazer - nem dava pra voltar à firma para pedir dinheiro emprestado -, foi à pé para casa, coisa de mais de 30 quadras. Resmungou e reclamou todo o caminho, pensando na dureza que estava.
No dia seguinte, foi conferir com os colegas se o problema tinha ocorrido só com ele. E começou a ouvir uma série de infortúnios. "Agora imagine você, a S...., toda meiga que é, rodando o cartão do banco nas mãos e com uma carinha desconsolada porque ainda não tinha saído o pagamento. Ela me dizia: 'Isso nunca aconteceu antes', como se o banco tivesse broxado na hora H", me contou.
Um outro colega disse a ele que passou o maior carão ao abastecer o carro. O colega tinha ido levar alguém lá no cu do mundo e percebeu que estava sem gasolina. Chegou no posto, mandou abastecer R$50 e foi passar o cartão. "Só que dava senha inválida. Ele deixou o carro ali e foi num caixa eletrônico perto. Foi só aí que percebeu que o salário não tinha sido depositado. O saldo dele era de R$3,48", contou. O colega voltou ao posto e disse que o cartão estava com problemas. Teve que deixar o RG e o estepe no local. "Agora imagine a cena: ele todo envergonhado e o cara do posto gritando com outro do lado da rua: 'Ô fulano, tira o estepe deste daqui que ele vai deixar de caução'. Imagina a vergonha", disse. Mas, segundo ele, a saga não terminou ainda. Segundo meu amigo, o colega voltou no outro dia para pagar e resgatar documento e pneu. "E passou vergonha de novo, com o cara do posto gritando pro outro trazer o pneu da caução", contou.
Depois da história, ficamos eu e meu amigo lembrando dos perrengues que já passamos por causa de atrasos no pagamento ou de gente que demora a pagar os frilas. Rimos um montão. Mas isso agora, porque na época foi triste. Falta de dinheiro só é comédia quando a conta bancária está um pouquinho mais recheada.